O’Keeffe: além das flores e paisagens
Com mais de 130 obras expostas no Whitney Museum of Art, Georgia O’Keeffe, é a maior sensação do momento, conjuntamente com o Metropolitan Museum of Art e a exposição de Vermeer (se quiser dê uma olhada no blog de 10 de outubro). Muitos criticam seu trabalho como kitsch e comercial, parecendo decoração para papel de parede. No entanto, outros como a curadora do museu acha que essencialmente, O’Keeffe, foi uma artista abstrata. E é essa a ênfase da exibição. A maioria dos trabalhos na mostra são os abstratos que por muito tempo caracterizaram a arte de O’Keeffe. O que é surpresa para muitos, pois a opinião geral é de que a artista pintou apenas flores e paisagens.
“Queremos argumentar que Geórgia O’Keeffe criou um corpo de trabalho abstrato fantasticamente radical, e que estava a frente da maioria de conceitos de vanguarda da época,”disse a curadora do museu.
Em 1916, sem O’Keeffe saber, uma amiga da artista mandou seus desenhos em carvão, ao então famoso fotógrafo Alfred Stieglitz, que tinha uma galeria de arte em Nova York. Ele gostou tanto de seu trabalho que fez uma exposição exclusiva para ela e tornando assim O’Keeffe famosa. Na exposição tem algumas das fotos que em 1921 Stieglitz tirou de O’Keeffe.
Sem dúvida, de que O’Keeffe foi uma vanguardista em muitos aspectos. Suas abstrações mostram uma vitalidade e audácia inédita nesse período. O uso das cores e as formas abstratas não viriam à tona até mais tarde com Barnett Newman e Mark Rothko, os grandes mestres do expressionismo abstrato.
Georgia O’Keeffe: Abstraction vai até dia 17 de janeiro de 2010.




