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1210/09

O’Keeffe: além das flores e paisagens

Georgia O'Keeffe

Com mais de 130 obras expostas no Whitney Museum of Art, Georgia O’Keeffe, é a maior sensação do momento, conjuntamente com o Metropolitan Museum of Art e a exposição de Vermeer (se quiser dê uma olhada no blog de 10 de outubro).  Muitos criticam seu trabalho como kitsch e comercial, parecendo decoração para papel de parede. No entanto, outros como a curadora do museu acha que essencialmente, O’Keeffe, foi uma artista abstrata. E é essa a ênfase da exibição. A maioria dos trabalhos na mostra são os abstratos que por muito tempo caracterizaram a arte de O’Keeffe. O que é surpresa para muitos, pois a opinião geral é de que a artista pintou apenas flores e paisagens.

“Queremos argumentar que Geórgia O’Keeffe criou um corpo de trabalho abstrato fantasticamente radical, e que estava a frente da maioria de conceitos de vanguarda da época,”disse a curadora do museu.  

Em 1916, sem O’Keeffe saber, uma amiga da artista mandou seus desenhos em carvão, ao então famoso fotógrafo Alfred Stieglitz, que tinha uma galeria de arte em Nova York. Ele gostou tanto de seu trabalho que fez uma exposição exclusiva para ela e tornando assim O’Keeffe famosa.  Na exposição tem algumas das fotos que em 1921 Stieglitz tirou de O’Keeffe.

Sem dúvida, de que O’Keeffe foi uma vanguardista em muitos aspectos. Suas abstrações mostram uma vitalidade e audácia inédita nesse período. O uso das cores e as formas abstratas não viriam à tona até mais tarde com Barnett Newman e Mark Rothko, os grandes mestres do expressionismo abstrato.

Georgia O’Keeffe: Abstraction vai até dia 17 de janeiro de 2010.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2207/09

Whitney: para quem gosta de arte conceitual

whitney museum by mishmoshimoshiWhitney Museum

dangraham by Upsilon Andromedae

Muitos são os museus para se visitar nessa cidade e o Whitney Museum of American Art é sem dúvida um dos mais importantes.  O Whitney é um museu contemporâneo, o que quer dizer que suas exibições são sempre mais arrojadas do que o Metropolitan ou mesmo o MoMA. Projetado pelo arquiteto húngaro Marcel Breuer o museu parece uma jóia na chique área da Madison Avenue.

Basicamente, em poucas palavras, a arte conceitual é um tipo de expressão artística onde a idéia prevalece sobre a forma. Um dos mais famosos artista conceitual foi of francês Marcel Duchamp. O americano Sol LeWitt, também foi um artista conceitual renomado, e a definiu como:

Em arte conceptual, a idéia ou conceito é o aspecto mais importante da obra. Quando um artista usa uma forma conceptual de arte, significa que todo o planejamento e decisões são tomadas antecipadamente, sendo a execução um assunto secundário. A ideia torna-se a máquina que origina a arte.

Atualmente a exibição do artista conceitual americano conceitual dos anos 60 Dan Graham – “Dan Graham: Beyond,” é uma excelente oportunidade para entender um pouco melhor esse tipo de arte cerebral.  Dan Graham nasceu em 1942, e seu trabalho abrange desde filmes, vídeos, instalações, até arquitetura. Dan fez parte do grupo de artistas conceituais e Minimalistas, incluindo Donald Judd, and Robert Smithson. Ele rejeitou as normas impostas do movimento moderno da época  e foi influenciado pela obra de Jean-Paul Sartre, Herbert Marcuse, Gregory Bateson, and Margaret Mead. Sua maior preocupação foi a de dar transparência a vida particular de cada um de nós e trazê-la ao nível público dentro de um contexto social — evidente em sua série de pavilhões espelhados. Seu trabalho possui um conteúdo psicológico bem marcante onde a “audiência trabalha como um superego,” ele diz. Numa entrevista para sua vernissage, Dan descreve; “Amo revistas porque são como canções pop,facilmente descartáveis, lidando somente com prazeres momentâneos.”   

O show de Dan Graham irá até dia 11 de outubro.

Estando ainda no Whitney dê uma olhada no vídeo Play Pause de Sadie Benning no primeiro andar que estará no museu até dia 20 de setembro.

Por Vera Angelico | 0 comentários

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