Arte e Arquitetura em NY
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2605/10

MET está ainda mais alto com esse casal de gêmeos na cobertura

bambúMet

Convidados pelo Metropolitan Museum of Art para criar uma instalação para sua cobiçada cobertura, os gêmeos Mike e Doug Starn (nascido em Nova Jersey em 1961) apresentam seu novo trabalho, Big Bambú: You Can’t, You Don’t, and You Won’t Stop (Bambú Grande:  Você Não Pode, Você não Faz, e Você não Para).

A estrutura monumental de bambu — medindo 30 metros (100 pés) de comprimento, 15 metros (50 pés) de largura e de altura — toma a forma da crista de uma onda e ultrapassa ser categorizado como escultura, arquitetura, ou mesmo performance. Os visitantes testemunham a criação continuada e o desenvolvimento dessa instalação. Sua construção continuará até o final de agosto (o verão daqui) e está sendo erguido por uma  equipe de artistas e de alpinistas. Com o Central Park com seu pano de fundo urbano, Bambú Grande sugere a complexidade e energia de um organismo de vida em constante mutação.  

Bambú grande é uma crescente e vasta rede variável de 5,000 bambus encaixados e variando de 9 a 12 metros (30 a 40 pés) de comprimento, amarrados com 80 km (50 milhas — é muita corda!) de corda de nylon. Continuará a ser construído durante toda a duração da exposição. Os artistas e alpinistas estão construindo a porção do lado leste do museu que já está com 15 metros (50 pés). Até o final de agosto, é esperado que o lado oeste da escultura terá aproximadamente 40 pés de altura. Um sistema interno de trilhas está sendo desenvolvido junto com a estrutura, facilitando seu progresso.   

Doug Starn declara: “A razão que nós tivemos que fazer esa instalação tão grande é para nos fazer sentir pequeno – ou ao menos nos acordar ao fato de que individualmente não somos tão grandes. Uma vez que estamos conscientes de nossa verdadeira estatura podemos sentir uma parte de algo muito mais vasto que nós jamais poderiamos ter sonhado”.

O trabalho personificará uma natureza contraditória: está completo, mas é sempre inacabado. Trabalhar na escultura enquanto a exposição está aberta ao público, os artistas e as equipes de alpinistas (seis a vinte que estarão presentes durante fases diferentes do projeto) fornecerão visitantes uma oportunidade rara de experenciar esse trabalho enquanto se desvela.

“É uma estrutura temporária, mas também é uma escultura—não uma escultura estática, é um organismo do qual nós fazemos parte ajudando a mexer junto,” disse Mike Starn. “Construiremos uma vista diagramática de uma onda constantemente em movimento—nosso crescimento e mudança permanece invariável, é constante e inalterado”.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0802/10

Bronzino finalmente reconhecido

 Metropolitan Museum of Art

São aproximadamente 61 trabalhos nessa primeiríssima exibição dos desenhos de Agnolo Bronzino (1503-1572), o pintor italiano florentino.

Os desenhos quase que sem exceção são de uma beleza rara e espetacular qualidade, revelando sem dúvida a virtuosidade técnica de Bronzino. Como os trabalhos estão colocados em ordem cronológica, dá para se ver nitidamente sua evolução artística.  E não só ele era um mestre em sua habilidade como desenhista, mas também um virtuoso em suas composições mostrando uma capacidade de criar arranjos de grande complexidade e sutileza artística. Deu para entender?

Bronzino foi um dos artistas mais importantes do século 16, e uma figura principal entre pintores do Maneirismo em Florença. Foi pintor, desenhista, professor, e poeta e ficou famoso como artista do Duque Cosimo I de’ Medici e sua esposa, a Duquesa Eleonora di Toledo – tudo isso muito bem explicado através da exposição.  

The Drawings of Bronzino  (Os desenhos de Bronzino) até dia 18 de abril no Metropolitan Museum of Art (MET).

Por Vera Angelico | 0 comentários
1912/09

Velásquez Redescoberto

Velásquez

Velásquez rediscovered, é o nome da exposição de Velásquez no Metropolitan Museum of Art (MET). Uma sala pequena onde somente alguns quadros do artista estão expostos com uma extensa explicação do processo que levou a grande descoberta do quadro do mestre.   

De acordo com o catálogo do museu, inicialmente pensaram que a tela fosse autoria de Van Dyck, depois da oficina de Velásquez e agora finalmente estão certos de que se trata de um autêntico Velásquez.

A melhor parte é que temos a oportunidade de realmente apreciar esse quadro; de um lado da tela restaurada, tem o famoso escravo descendente de mouros executado pelo artista Juan de Pareja, (infelizmente não pude tirar foto do quadro) e do outro lado um quadro pintado pela oficina de Velásquez que tenta em vão imitar com grande esforço o que mestre Velásquez fez com tanta facilidade.

Como dizem por aqui, a sensação é refreshing = refrescante de poder ir a um museu enorme como o MET e não se sentir saturada em termos visuais com aquelas exibições ostentosas com tantos trabalhos que saímos de lá meio tontos. Essa mostra é bem mais modesta dando tempo para realmente degustar as telas expostas.

Até dia 7 de fevereiro de 2010.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1111/09

Samurai = “aquele que serve”

Art of the Samurai

Uma exposição maravilhosa está acontecendo no Metropolitam Museum of Art (MET) chamada Art of the Samurai: Japanese Arms and Armor, 1156–1868. 

Essa é a primeira exposição dedicada às artes do samurai, de acordo com o catálogo da exibição. A mostra focaliza nas armaduras e armas da época, como as espadas e alguns equipamentos de arco e flecha, assim como vários equipamentos eqüestres.

Procurei na Wikipédia (que sabe tudo!) sobre o samurai:

“Os samurais eram como soldados da aristocracia do Japão entre 1100 e 1867. Com a restauração Meiji a sua era, já em declínio, chegou ao fim. Suas principais características eram a grande disciplina, lealdade e sua grande habilidade com a katana (espada).”

Os objetos são todos por volta de 1156 até 1868, quando a cultura do samurai foi abolida e a maior parte é proveniente de coleções particulares.

Essa exibição é excelente para adultos e crianças também.

Tentei fazer em youtube bem rapidinho mas os guardas vieram atrás de mim dando bronca. Então achei melhor não colocar no blog. Daí fica a imagem acima da entrada.

Até dia 10 de janeiro de 2010.


Por Vera Angelico | 0 comentários
1510/09

Maelstrom: Turbilhão

Roxy Paine

Roxy Paine, um artista americano, criou uma escultura de 40 metros de comprimento por 14 metros de altura, feita com 10.000 pedaços de aço inoxidável e que pesa mais de sete toneladas. O nome da peça é Maelstrom (Turbilhão), e está no teto do Metropolitan Museum of Art. Um crítico de arte se referiu a Paine como o rei de Midas com o toque mágico – só que com aço inoxidável em vez de ouro!

Maelstrom (2009) é maior e o mais ambicioso trabalho do artista até hoje. Para essa escultura, Paine disse que baseou-se no sistema de rede dos vasos sanguíneos, e tubos de encanamento industrial. Na realidade, a escultura parece uma árvore que foi derrubada num dia de uma grande tempestade.  Chegando mais perto de Maelstrom, vocè verá que o escultor deixou as juntas soldadas do conjunto inacabadas, o que realça de certo forma a tensão entre o aspecto natural e artificial do mundo em que vivemos — um toque muito interessante.

A escultura colocada tem como fundo o Central Park e seu cenário arquitetônico, o que faz a instalação interagir com o meio ambiente de uma forma que não consigo imaginá-la em nenhum outro contexto.

O que “salva”, ou melhor, o que ajuda muito essa escultura é sem dúvida a paisagem do parque com os prédios de Nova York. Um final de tarde com o por de sol então, é a pedida certa para ver essa instalação. No dia que estive lá, um gavião ignorando a multidão, pousou num dos troncos da árvore de aço – foi um show total.

Outra coisa – cuidado para não tropeçar e cair no meio dos “galhos.”

Até dia 25 de outubro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1010/09

Obra prima de Vermeer no MET

http://www.flickr.com/photos/seamlesswhole/ / CC BY-NC-ND 2.0

 Vermeer

 Uma faladíssima exposição do quadro mais famoso de Johannes Vermeer está no Metropolitan Museum of Art (MET). Vermeer’s Masterpiece: The Milkmaid é o nome da mostra. Dizem ser essa tela a obra prima da curta carreira de Vermeer que morreu aos 43 anos em 1675 na cidade de Delft, na Holanda. Na realidade, ele só pintou 36 quadros enquanto vivo.

A razão da mostra é para celebrar os 400 anos da chegada do holandês Henry Hudson à ilha de Mannahata em 1609. O MET possui cinco das telas de Vermeer e elas estão presentes nessa exibição.

Quando essa pintura foi feita, em 1657, milkmaids tinham a reputação de serem ’sexualmente disponíveis,’ e o quadro realça essa intenção com vários símbolos. Por exemplo, no rodapé do lado direito num dos azulejos, vê-se claramente o sugestivo desenho de um cupido.      

“O que temos aqui é uma empregada que é tratada de forma digna e heróica”, diz Walter Liedtke, curador do MET de pinturas européias, que organizou esta mostra, “e essa tela evoca uma domesticidade quieta e obediente.”  

Vermeer não teve uma formação acadêmica e aprendeu a pintar observando as obras dos grandes mestres.  Liedtke define essa obra como “seu primeiro trabalho maduro”. A Milkmaid feita em 1657-58, mede somente 45 por 41 cm e mostra as características de luz e sombra que tornou Vermeer tão conhecido. Vermeer tinha um jeito especial de criar uma atmosfera de luz e sombra, e enche esta pintura com o brilho da luz vindo de uma janela (note que o vidro da janela está quebrado). Essa tela revela também a perícia técnica do jovem artista que na época estava apenas com 25 anos de idade.

Suas obras tendem a “hipnotizar o espectador, independentemente do que eles sabem sobre o assunto”, diz o curador da mostra. Existe uma relação semi- voyerista entre espectadores e esta jovem mulher, e a composição triangular da figura mostra uma sofisticação artística por parte do pintor.

Visto de um ângulo baixo em toda a sala, como se por um observador oculto, a milkmaid de Vermeer é um trabalho fascinante- uma heroína perdida em um sonho. O avental azul sob sua saia vermelha, o leite brilhante derramando de suas mãos, a luz sutil da janela ao lado dela criando uma atmosfera de sensualidade que de certa forma entra em discordância com a banalidade da cena. Afinal, ela é apenas uma ajudante doméstica preparando a refeição matinal.

Nessa fase de quanto maior melhor – é bom ver uma exposição mais modesta, e onde a qualidade foi mais importante do que a quantidade. Como eles dizem por aqui – refreshing (refrescante)! Mas se você quiser ver mais Vermeers vá até o Frick Collection pertinho do MET, pois eles têm mais três telas do artista.

Até dia 29 de novembro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2307/09

Bacon e Afeganistão no MET

Francis Bacon by libbyrosof

Francis Bacon é um daqueles artistas que ou você ama ou detesta. Com 130 trabalhos o  Metropolitan Museum of Art celebra o centenário de seu nascimento com a retrospectiva “Francis Bacon: A Centenary Retrospective.“

Por mais de 50 anos, Bacon trabalhou veementemente todos os dias — e está evidente nessa coleção. Um autodidata, ele expressou o satírico horrorizando seus contemporâneos, em suas obras com seu estilo alucinatório. Suas telas evocam um sentimento violento, ou mesmo opressivo onde o artista parece tentar resolver seus fantasmas internos por meio de suas pinturas. Sem dúvida, não deve ter sido fácil ser homossexual nas décadas de 1950 e 1960, e de certa forma ele mantém o estereótipo do homossexual problemático em relacionamentos repletos de drama e tumulto.  Bacon foi fortemente influenciado por Velásquez como em suas pinturas do papa Head VI (1949), e Picasso, Study for Croaching Nude(1952), obviamente retratos de seus amantes. Mesmo se você não gostar desse pintor vale a pena dar um pulinho até lá. As pinturas estão muito bem situadas e como sempre tem algo a mais para se ver por lá.

Pois é, enquanto você estiver por lá, veja a exposição do Afeganistão. “Afghanistan: Hidden Treasures from the National Museum, Kabul,” está simplesmente maravilhosa – uma oportunidade única de ver tantas peças preciosas juntas. A maioria dos objetos está sendo visto pela primeira vez nos Estados Unidos e datam de mais de 4000 anos atrás. Esses artefatos pertencem ao Museu Nacional de Afeganistão, Cabul, cujo lema é “Uma nação permanece viva enquanto sua cultura permanecer viva”.

Em 1978, quando os arqueólogos desenterraram túmulos nas planícies do Afeganistão, eles descobriram um tesouro extraordinário de mais de 22, 000 peças de ouro que haviam sido selados por mais de 2000 mil anos. Dentro de meses desta descoberta, o país entrou em guerra, e como por milagre depois de vários anos, o Afeganistão surpreendeu o mundo anunciando que os itens inestimáveis tinham sido localizados no cofre presidencial de banco de palácio em Cabul. Tinham sido salvados, junto com outras obras-primas do Museu Nacional, Cabul, e protegido por um grupo de heróis afegãs que ficaram conhecidos como “os possuidores das chaves.”

Essa exibição tem 228 artefatos extraordinários que atestam à importância da região como um cruzamento importante na antiga via comercial conhecida como a Rota da Seda, que ia desde a Ásia ao Mediterrâneo.  A mostra, que começou sua excursão dos EUA na Galeria Nacional da Arte em Washington, DC, explora a importância cultural dos tesouros e ilustra a história de sua descoberta, escavação, e o ato heróico de alguns afegãs.

E não se esqueça — o MET é um dos museus que você paga quanto quiser facilitando sua visita.

A exibição do Francis Bacon irá até o dia 16 de setembro e do Afeganistão até dia 20 de setembro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1307/09

Michelangelo já era bom aos 12 anos!

blog1 028

Acredite se quiser, mas Michelangelo já era bom aos 12 anos. Num show chamado “Michelangelo First Painting,” o Metropolitan Museum of Art  (MET) está exibindo uma de suas pinturas que foi feita em 1488 enquanto ele estava sob a tutela de Domenico Ghirlandaio em Florença. Alguns historiadores argumentam que essa obra tenha sido feita um pouco antes de data presumida o que coloca o artista até mais jovem do que antecipado. De qualquer forma, a pintura é baseada numa gravura feita por Martin Schongauer cuja obra também está pendurada ao lado da de Michelangelo no museu. O crítico de arte do jornal New York Times comentou que o grande mestre não somente copiou a gravura, mas introduziu o renascimento naturalista combinado com a fantasia do gótico com essa obra. Depois dessa como é que você vai deixar de dar um pulinho até lá?

Foi dito que Michelangelo somente fez quarto pinturas partindo daí para a escultura. Assim sendo, a relevância de um exemplar em território americano é bastante significativo.

E enquanto você estiver por lá…

Pois é… o MET não tem jeito! Outra excelente exibição no museu é o “Pen and Parchment: Drawing in the Middle Ages” sobre desenhos medievais.  Sempre soubemos que na época medieval o analfabetismo era predominante. Assim sendo, a escrita era privilégio dos monges que eram responsáveis pelos grandes volumes que até hoje ainda sobrevivem. O que é surpresa para muitos é que eles também sabiam desenhar – e muito bem. Historiadores dizem que na idade média não era hábito de se desenhar os magníficos projetos arquitetônicos da época como fazemos hoje – os chamados desenhos de planta, e elevações. Well… essa exposição desmitifica esse mito. Tem um lindo desenho nesse show mostrando a fachada da Strasburg Cathedral de 1280 e revelando a grande habilidade que os monges tinham em desenhar. 

Com apenas aproximadamente 50 desenhos que na maioria nunca foram expostos, essas obras abrangem quase cinco séculos. E de acordo com alguns críticos um show no qual fará você esfregar seus olhos duas vezes e se beliscar para ver se você não esta sonhando, de tão bom que está.

A exposição de “Michelangelo First Painting” vai até dia 7 de setembro e o “Pen and Parchment: Drawing in the Middle Ages” até dia 3 de agosto.

Por Vera Angelico | 0 comentários

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