Arte e Arquitetura em NY
  • Inicial
  • Contato
  • Quem Sou Eu
0201/12

Mihrab no MET

 

Como a maioria da população paulistana, tenho descendência italiana por parte de meu pai. Pelo lado de minha mãe é uma mistura de brasileiros com árabes com uma boa pitada de índios! Esse lado árabe foi sempre mantido nas sombras durante minha infância e até hoje não tenho certeza se meu avô paterno veio da Síria, do Líbano ou de outro lugar no Oriente Médio. De qualquer forma, sinto uma atração muito forte a cultura do oriente médio – música, arte, arquitetura.

Para minha surpresa durante uma recente visita ao Metropolitan Museum of Art (MET) vi uma coleção enorme que foi recentemente aberta de obras árabes intitulada: New Galleries for the Art of the Arab Lands, Turkey, Iran, Central Asia, and Later South Asia (Novas Galerias para a Arte das Terras Árabes, Turquia, Irã, Ásia Central e Ásia do Sul).

Lindíssima essa exibição – vale à pena dar uma boa conferida nessa nova ala do museu. E uma das peças mais valiosa dessa exposição é um local sagrado onde preces são oferecidas, chamado Mihrab.

Uma breve explicação nessa construção: Mihrab é um nicho ornamental na parede de uma mesquita, que marca a direção da Cidade Santa de Meca. É essencial que ela seja feito na direção da cidade sagrada de Meca, onde Maomé teria recebido a revelação divina, e onde se encontra a Caaba, a construção sagrada do islamismo.

Mihrabs variam em tamanho e cor, mas são geralmente em forma de portal e decorados com azulejos e caligrafia para fazê-lo sobressair. Além de marcar a direcão de Meca, o nicho apresenta uma estrutura em formato côncave o que ajuda a amplificar a voz durante a oração.  O Mihrab tradicional é um elemento comum da arquitetura mesquita islâmica em todo o mundo. Em geral essa parede é a mais decorada da mesquita.

Esse Mihrab do MET que veio do Irã foi construído entre 1354 e 1355 e feito dentro dos padrões tradicionais de um elaborado trabalho de mosaico em azulejos com inscrições em árabe.

E agora sobre a caligrafia usada no Mihrab: historicamente, as religiões no ocidente sempre usaram imagens figurativas para revelarem a essência de suas convicções. Dentro da religião mulçumana, esse aspecto figurativo era uma expressão de idolatria e, portanto foi eliminado sendo substituído pela caligrafia, para a transmissão de seus princípios religiosos.  

A caligrafia é um símbolo que representa integração, perfeição e poder. Através da beleza abstrata das linhas, a energia flui entre as letras e palavras.  A caligrafia arábica não é simplesmente uma forma de arte, mas abrange representações divinas levando o fiel a expressão sublime.

 Essa exposição será permanente no museu.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0408/11

Frans Hals no MET

Frans Hals, pintor holandês viveu entre 1580 e 1666 e fez muitos retratos da população afluente residente em Haarlem onde morava e que o tornaram famoso. Sem sombra de dúvida, Hals possuía uma técnica impecável e conjuntamente com um talento nato, o artista deu vida à suas telas onde seus protagonistas são vibrantes, cheios de vida, criando uma superfície de uma beleza inestimável e retratando muito bem a população burguesa dessa região.

Numa observação mais próxima, a maioria das obras do pintor holandês é de um detalhamento excepcional na área central, esvanecendo nas bordas com pinceladas largas e soltas, o que se tornou uma característica pela qual é conhecido. Sua combinação de luz, e seu estilo solto de manipular a tela com pinceladas largas foi o que o tornou anos mais tarde um artista da avant-gard. e altamente admirado pelos impressionistas que apreciavam seu estilo “inacabado”. Seus mais conhecidos admiradores foram Courbet, Monet, Manet e Vincent van Gogh.

Ao mesmo tempo Hals com o passar dos anos não foi muito bem aceito, pois os holandeses achavam suas telas “inacabadas”. Infelizmente, Hals conheceu o sucesso de perto para eventualmente esvanecer no anominato no final de sua vida.  

A exposição continuará no Metropolitan Museum of Art até dia 10 de outubro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0907/11

Os Desenhos de Richard Serra

Serra

Esta primeira retrospectiva de desenhos do artista contemporâneo americano Richard Serra (nascido em 1939) apresenta uma visão global de cerca de quarenta anos de sua atividade em desenho.

Através de cerca de cinquenta desenhos, a exposição apresenta a evolução do desenho de Serra desde o início dos anos 1970, quando ele trabalhou principalmente no papel com meios mais tradicionais, como tinta, e carvão. Foi somente em meados de 1970 quando ele começou a usar o paintstick preto, um lápis composto de uma mistura de pigmentos, óleo e cera. Desde então Serra vem usando paintstick em suas várias formas, criando obras com muita textura espessa em que superfícies pretas, e muito grandes em escala, enfatizam o seu interesse no processo, peso e gravidade.

Ele traça o desenvolvimento do desenho como uma forma de arte independente mas intrinsicamente ligado à sua prática escultórica. Para Serra o desenho sempre desempenhou um papel crucial na investigação de novos conceitos e novos métodos criativos e um meio de exploração de relações formais e perceptivas entre a arte o espectador e o ambiente onde é colocado.

Black, ou o preto, no entendimento de Serra, não é uma cor, mas sim um material que tem peso e responde às leis da gravidade.

Surpreendentemente, esses desenhos majestosos em sua ampla escala e palpável textura parecem mais os buracos negros que vemos na série de televisão nos programas de Cosmos.  Sua imensidão e quietude nos levam a reflexão de nossa condição humana e posicionamento no espaço. Não só no espaço da sala de exposição do museu, mas numa extensão de mundo.

Inicialmente, minha reação foi de “aqui vem Serra novamente com sua forma redutiva em duas dimensões… já não basta suas formas simplificadas em três dimensões?” Contrariamente a minha reação inicial, seus desenhos são muito mais belos do que suas esculturas trazendo uma profundidade que toca a alma.

Não perca. Até dia 28 de agosto.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0206/11

Antony Caro no MET

Caro

O escultor Britânico nascido em 1924 vem fazendo esculturas por mais de sessenta anos.

Todos os objetos são feitos de aço e pintados em cores diferentes. São cinco peças com a mais recente feita em 2010 e a mais antiga em 1968. Ele foi aluno do famoso escultor inglês Henry Moore nos anos 1950. Caro é considerado um artista muito importante e já foi até nomeado cavaleiro pela rainha Elizabeth em 1987.  

O espaço para suas obras, o telhado do Metropolitan Museum, é um lugar maravilhoso com uma vista estupenda da cidade o que ajuda muito na exibição dessas peças desprovidas de qualquer espírito artístico mais profundo do que a manipulação de formas geométricas.

Até dia 30 de outubro.

Por Vera Angelico | 0 comentários

Twitter

    @vangelico

    Tags

    Arquitetura Arte Beaux-Arts Bryant Park Central Park Chelsea Chelsea galleries Columbus Circle Diller Frank Gehry Frick Collection Guggeinheim Museum James Cohan Gallery Jean Nouvel Kara Walker Madison Square Park Maya Lin McKim Mead and White MET Metropolitan Museum of Art MoMA Morgan Library Museum of Arts and Design performance art Richard Serra Rockefeller Center Scofidio Soho Sol LeWitt sustentabilidade Tadao Ando The Cooper Union The Ego and the Id Thom Mayne TKTS Tod Williams Union Square Vik Muniz Walter Riedweg Warren & Wetmore Washington Roebling Waste Not Whitney museum William Van Allen

    Categorias

    • Architecture
    • Arquitetura
    • Arte
    • Museu
    • Uncategorized

    Blogroll

    • Grameen Foundation 0

    Powered by Wordpress
    Tema personalizado de Wordpress por xCakeBlogs