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2310/09

MOCA: celebrando a presença chinesa na América

MOCA Museum of Chinese in America

Um espaço para celebrar a influência chinesa em Nova York acabou de abrir entre Chinatown e Soho — MOCA- Museum of Chinese in America. Um museu não muito grande onde havia uma antiga fábrica de maquinários e renovado por minha arquiteta favorita: Maya Lin.

No espaço principal de exibição, a arquiteta, deixou as paredes com o tijolo existente exposto o que deu um charme ao lugar.  Daí ela criou um pátio central, em lembrança as tradicionais casas chinesas, e colocou uma escada para ligar o andar de baixo onde ficam os escritórios e salas de aulas.

Visualmente, Maya, conectou os vários espaços com aberturas que funcionam também como telas para projeção de fotos contando a história dos imigrantes. As salas são em geral pequenas e o museu tem um ar aconchegante – estranho usar essa palavra para um museu, mas é a verdade.  

A frente do museu dá para Centre Street e os fundos dá para a Lafayette Street e ambas as fachadas são simples e muito bem concebidas. E a entrada é de graça se você for na 5ª. feira.

Durante minha visita, aprendi alguns fatos interessantes sobre a imigração chinesa aos EUA, em particular como sofreram com o racismo. Comecei a pensar que talvez fosse interessante ter um centro para apresentar aos americanos às artes visuais do Brasil. Que tal um “Centro de Cultura” para as artes visuais brasileiras? Temos tanta gente criativa em nosso país, não?

Por Vera Angelico | 0 comentários
3009/09

Às voltas nas galerias de Chelsea: Maya Lin

Maya Lin

Conforme dizem por aqui quando a coisa é muito boa – Run Don’t Walk (Corra, não Ande) para ver essa mostra. Maya Lin em Chelsea onde esta fazendo uma exibição maravilhosa onde ela apresenta um trabalho que revela o surpreendente interstício entre arquitetura e arte. Nessa época que vivemos onde vale tudo e qualquer tipo de arte é considerado como revelante, encontrar alguém que está consistentemente fazendo um bom trabalho está bem difícil. Especialmente nas galerias do Chelsea que é o lugar onde tradicionalmente se deveria encontra bons artistas, mas infelizmente o espírito do vale tudo prevalece.

Maya Lin: Three Ways of Looking at the Earth (Três Maneiras de Olhar a Terra ou Mundo) na PaceWildenstein nos convida a olhar a paisagem a nossa volta de uma outra maneira. Usando métodos tecnológicos mais avançados (fotografias tiradas de satélite, radar de cartografia e sonar) ela estuda o mundo natural e traduz essa informação num gesto puramente intuitivo.

São três instalações enormes que nos levam a refletir no modo que vemos o mundo. Cada instalação foi criada com a preocupação de revelar algo novo e para trazer consciência sobre a atual situação do planeta que habitamos. Sua intenção não é so de procurar esclarecer a audiência, mas também desafiar nosso relacionamento psicológico e físico com o mundo natural. Maya menciona em seu catalogo para essa exibição: “Um forte respeito e amor pelo meio ambiente existe em todo meu trabalho. Eu não consigo me lembrar de quando eu não me preocupei com a condição do meio ambiente nem quando eu não me senti humilde diante da beleza do mundo natural…esses trabalhos são uma resposta a essa beleza”. Inspirador não? Lindo, lindo!

São três topografias revelando um mundo real e imaginário. Por exemplo, 2 x 4 Landscape (2 x 4 Paisagem) inicialmente foi concebida por Maya como uma maneira de trazer paisagismo num cenário arquitetônico. A instalação, consistindo de 50.000 pedaços de madeira de 2 x 4 (2×4 é uma medida típica da madeira usada em construção), e se assemelham a uma onda ou colina que sobe a 3 metros de altura ocupando um total de 170 metros quadrados.

Essas topografias são definitivamente um trabalho da arte que você tem que ver em pessoa para apreciá-los em sua plena majestade. Existem algumas coisas na vida que precisam ser vista pessoalmente – descrição e fotos não bastam. Na realidade acho que quase tudo na vida é assim. Chega um ponto que temos que sair do teórico e partir para a experiência.  

Sem duvida, que essa foi a melhor exposição que vi nesses últimos meses. É claro, que eu sou a maior fã da Maya – acho que ela é a melhor arquiteta no momento. Aliás, ela não pode ser chamada de arquiteta, pois não passou os exames de arquitetura estipulados pela lei americana. Mas de qualquer forma, ela é basicamente a única pessoa trabalhando nessa interseção entre arte e arquitetura que foi tristemente abandonada e ignorada por tantos séculos.

A única sugestão que faria a Maya é de que ela deveria ter usado madeira reciclada em suas instalações — só isso.

A exposição ficara aberta até dia 24 de outubro.

Por Vera Angelico | 0 comentários

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