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0102/10

Tapeçaria no mundo de arte contemporâneo

Demons, Yarns and Tales

Christopher e Suzanne Sharp, o par responsável por essa exibição, contratou 15 artistas contemporâneos para trazer uma nova perspectiva nessa arte esquecida: a tapeçaria. E dentro desses 15 artistas muito famosos como Kara Walker, Fred Tomaselli e Peter Blake têm nossa brasileiríssima, Beatriz Milhares.

Sempre gostei muito de tapeçaria medieval e não estava muito animada quando fui ver essa mostra. Fui mais para dar uma olhada no trabalho de Beatriz e fiquei surpresa em como a tradução do trabalho artístico nessa forma ficou muito bonito.

A tapeçaria na idade medieval era um símbolo de prestígio e a realeza viajava ao redor do país com seus tapetes e os penduravam onde estivessem. Era também uma forma de aquecer os enormes salões geladíssimos no inverno.  

Christopher e Suzanne acharam artesões na China que estavam dispostos a dedicar seu tempo inteiramente nesse projeto, que levou mais de três anos para completar. Foram feitos todos a mão revelando a grande aptidão manual de seus artesões. Os temas são bastante variados – floral como o de Beatriz, ou o tema político característico do trabalho de Kara. (Se quiser saber mais sobre Kara dê uma olhada no meu blog de 08/10/09)

A exposição chamada Demons, Yarns & Tales: Tapestries by Contemporary Artists (Demônios, Fios e Contos: Tapeçarias por Artistas Contemporâneos) está na James Cohan Gallery em Chelsea até dia 13 de fevereiro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0810/09

As silhuetas de Kara Walker

Kara Walker

Continuando nossas andanças pelas ruas de Chelsea, vá ver as silhuetas de Kara Walker que são muito famosas. Lembram um pouco dos anúncios da Apple para seus produtos – já viu?

Sua exposição está na Sikkema Jenkins & Co. na 22nd Street onde ela aborda sem medo um de seus temas principais —  racismo. As figuras cortadas em papel preto com fundo branco (todo mundo é preto em suas instalações, interessante não?) e aplicadas diretamente nas paredes do local de exibição fazem forte referência a opressão, e sexualidade. 

Suas imagens revelam visivelmente o sofrimento que a segregação de raças provocou e ainda está causando entre povos e países. Seus cutouts compõem uma narrativa que mostra a violência e questiona a posição da mulher, em especial da mulher preta americana. Nada escapa a Kara – ela explora de forma muito elegante a questão da desigualdade social, tão aparente e tratada com tamanha covardia nesse país e afora.

Até dia 17 de outubro.

Por Vera Angelico | 0 comentários

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