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2201/10

Música no Frick

Frick Collection

Frick Collection

O Frick Collection, na 5ª. avenida na frente do Central Park é um de meus museus favoritos. Interessante que ainda não te contei nada sobre esse preferido. As fotos acima – o pátio interno e a fachada de entrada.

O Frick foi a residência do magnata de aço Henry Argila Frick, e projetado por Thomas Hastings (o mesmo arquiteto que fez a biblioteca de Nova York na rua 42) e construído entre 1913-1914. Após a morte da esposa de Henry Frick em 1931, a casa passou sob várias reformas feitas pelo arquiteto John Russel Pope. A mansão foi desenhada no estilo Beaux-Arts típico da época.

O Frick é um museu de arte pequeno, mas contém uma coleção de alta qualidade de pinturas e um mobiliário fenomenal. Os ambientes são usados como galerias dentro da mansão residencial anteriormente ocupada. As pinturas em muitas galerias ainda são organizadas de acordo com o projeto original de Henry Frick. Ainda dá para se sentir a presença dos antigos donos circulando pelas galerias.

O acervo que o Frick contém é fabuloso, e revela à grande sensibilidade de seu dono que comprou quase todas as peças em exibição.

O mais incrível desse museu é sua sala de música. Uma sala oval com excelente acústica e onde durante determinada época do ano, traz excelentes músicos do mundo inteiro. Domingo passado tive a oportunidade de ouvir o pianista russo, Rustem Hayroudinoff, que atualmente dá aulas de piano na renomada Royal Academy of Music em Londres.

Os concertos desse ano estão marcados para os dias:

07 de fevereiro:
Florian Boesch
Roger Vignoles

21 de fevereiro:
Tapestry

07 de março:
Jean-Guihen Queyras
Alexandre Tharaud

28 de março:
Voces Intimae

11 de abril:
Henschel Quartet

Todos os concertos começam às 17 horas e reservas com pelo menos duas semanas de antecedência é altamente recomendável.

Por Vera Angelico | 1 comentário
1010/09

Obra prima de Vermeer no MET

http://www.flickr.com/photos/seamlesswhole/ / CC BY-NC-ND 2.0

 Vermeer

 Uma faladíssima exposição do quadro mais famoso de Johannes Vermeer está no Metropolitan Museum of Art (MET). Vermeer’s Masterpiece: The Milkmaid é o nome da mostra. Dizem ser essa tela a obra prima da curta carreira de Vermeer que morreu aos 43 anos em 1675 na cidade de Delft, na Holanda. Na realidade, ele só pintou 36 quadros enquanto vivo.

A razão da mostra é para celebrar os 400 anos da chegada do holandês Henry Hudson à ilha de Mannahata em 1609. O MET possui cinco das telas de Vermeer e elas estão presentes nessa exibição.

Quando essa pintura foi feita, em 1657, milkmaids tinham a reputação de serem ’sexualmente disponíveis,’ e o quadro realça essa intenção com vários símbolos. Por exemplo, no rodapé do lado direito num dos azulejos, vê-se claramente o sugestivo desenho de um cupido.      

“O que temos aqui é uma empregada que é tratada de forma digna e heróica”, diz Walter Liedtke, curador do MET de pinturas européias, que organizou esta mostra, “e essa tela evoca uma domesticidade quieta e obediente.”  

Vermeer não teve uma formação acadêmica e aprendeu a pintar observando as obras dos grandes mestres.  Liedtke define essa obra como “seu primeiro trabalho maduro”. A Milkmaid feita em 1657-58, mede somente 45 por 41 cm e mostra as características de luz e sombra que tornou Vermeer tão conhecido. Vermeer tinha um jeito especial de criar uma atmosfera de luz e sombra, e enche esta pintura com o brilho da luz vindo de uma janela (note que o vidro da janela está quebrado). Essa tela revela também a perícia técnica do jovem artista que na época estava apenas com 25 anos de idade.

Suas obras tendem a “hipnotizar o espectador, independentemente do que eles sabem sobre o assunto”, diz o curador da mostra. Existe uma relação semi- voyerista entre espectadores e esta jovem mulher, e a composição triangular da figura mostra uma sofisticação artística por parte do pintor.

Visto de um ângulo baixo em toda a sala, como se por um observador oculto, a milkmaid de Vermeer é um trabalho fascinante- uma heroína perdida em um sonho. O avental azul sob sua saia vermelha, o leite brilhante derramando de suas mãos, a luz sutil da janela ao lado dela criando uma atmosfera de sensualidade que de certa forma entra em discordância com a banalidade da cena. Afinal, ela é apenas uma ajudante doméstica preparando a refeição matinal.

Nessa fase de quanto maior melhor – é bom ver uma exposição mais modesta, e onde a qualidade foi mais importante do que a quantidade. Como eles dizem por aqui – refreshing (refrescante)! Mas se você quiser ver mais Vermeers vá até o Frick Collection pertinho do MET, pois eles têm mais três telas do artista.

Até dia 29 de novembro.

Por Vera Angelico | 0 comentários

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