Shanghai: ainda a Paris do Oriente?

Será que Shanghai ainda é a Paris do Oriente, ou a Nova York do século XXI?
Talvez – gostaria muito de ir até lá para ver, mas agora não dá. Super longe e super caro. Então, sugiro a alternativa: vá até o Battery Park e dê uma olhada no The Skyscraper Museum que está com uma exposição chamada China Prophecy: Shanghai.
O fama que Nova York sempre teve como a “cidade que nunca dorme,” foi dado a Shanghai agora. Uma cidade que está com 18 milhões de habitantes e é o maior centro do mundo.
Com muitas maquetes e lindas fotos você poderá ver essas torres altíssimas que estão subindo numa rapidez espantosa em Shanghai. A mais alta até agora, é a Shanghai Tower que terá 632 metros assim que estiver pronta. Só para você ter uma idéia, o Empire State Building tem 381 metros!
Nessa fanfarra toda de muita riqueza e beleza, um elemento essencial é decisivamente esquecido – a destruição sem escala que está acontecendo em Shanghai e no país em geral não é comentado. A tradição do país está sendo destruída em nome do progresso. Os bairros históricos estão sendo completamente aniquilados. O meio ambiente na China está muito compromissado pela devastação do ar, água e solo. Um amigo foi visitar algumas cidades chinesas no ano passado e me contou que sua visita foi horrível. “Mal se vê o sol,” ele me disse “pois a poluição é tão intensa e o ar é tão contaminado que andando nas ruas de Shanghai dava a sensação de estar atrás de um caminhão com o escapamento aberto.” Outro grande problema no país são as usinas de carvão aonde vem a maior parte da energia, pois o carvão é um grande poluidor.
Mas essa parte não aparece na exposição. Nada incomum, na realidade. Acho que é a tendência do nosso espírito atual de pós-modernismo – ficar na superfície e não ir fundo… Esquecemos que nem tudo que brilha é ouro.


