Rockefeller Center – há males que vêm para bem!
“Como é que você pode omitir esse extraordinário monumento da paisagem nova-iorquina de sua lista?”, me perguntou um leitor ontem. (Aos leitores que estão lendo esse blog pela primeira vez — atendendo a um pedido, a semana passada foi dedicada aos grandes marcos arquitetônicos da cidade) Pois é – tentei me justificar dizendo que tem muita coisa acontecendo em Nova York e que eventualmente eu iria incluí-lo e coisa e tal, mas mesmo assim não consegui satisfazer a indignação de meu amigo.
Sem muitas desculpas, então vamos examinar alguns fatos significantes sobre o Rockefeller Center. Localizado entre a 48th e a 50th Street, foi um empreendimento de John D. Rockefeller, Jr. que iniciou o planejamento do complexo em 1928. Durante o começo do projeto, a construção teve que ser alterada, com o advento da Grande Depressão. Rockefeller havia planejado um empreendimento mais elaborado, com uma casa de ópera, mas com a recessão financeira, ele teve que alterar o projeto. Com isso, o espaço onde fica a pista de patinação no inverno, ou o restaurante durante o verão, foi possível. O típico exemplo de que como mamãe sempre fala – “há males que vem para bem!”
Pois em minha opinião, o “poço” do Rockefeller Center é um dos melhores espaços públicos de Nova York! Você não concorda comigo? Outra excelente característica do complexo é que é um dos poucos prédios a integrar arte e arquitetura de forma incondicional. Quer dizer, a arte não foi bolada depois da estrutura estar pronta – tipo “Aquela parede tá meio vazia. Vamos arranjar uma pintura ou um mural prá ela!”
Atualmente o complexo é constituído de 19 edifícios sendo que 14 são em estilo Art déco e os outros no estilo internacional (International Style).
Poucos sabem, mas tem um túnel que vai da rua 47th até a 51st Street e da 5ª até a 7ª avenue com lojas e lugares para comer. Uma ótima em dia de chuva ou muito frio.



