Arte e Arquitetura em NY
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1908/09

O endereço mais cobiçado de NY

Frank Gehry IAC Building

West Side Highway in Chelsea, é atualmente o endereço mais cobiçado de Nova York. A foto acima foi tirada da High Line (blog do dia 17/07) e mostra o novo prédio (não tão novo – de 2007) de Frank Gehry. Do outro lado da rua quase terminado, um projeto do arquiteto francês  Jean Nouvel , e mais um em fase inicial do japonês Shigeru Ban. E outra – pertinho dali tem também o prédio residencial do Richard Meier, com residentes famosíssimos como Calvin Klein e Martha Stewart.  Imagine só!

Frank Gehry IAC Building

O prédio está lindíssimo nas fotos tiradas no final da tarde, com os tons do pôr-do-sol refletindo na fachada de vidro. Mas de perto, a estrutura é fria, mal acabada e parece ter aterrissado no terreno – como um disco voador. Não estou brincando. O primeiro andar parece desconectado do chão o que dá a impressão de que o arquiteto esqueceu de dar uma pesquisada no contexto do local. O que não é de se surpreender, pois é caso típico de nossa arquitetura contemporânea.  

À medida que você anda em volta do prédio, dá a impressão de que Frank tentou criar uma estrutura imitando as velas de um veleiro, ou uma cortina solta ao vento. Está bem claro nesse projeto que a atenção está todinha na superfície da construção. Novamente, acontecimento típico da mentalidade pós-modernista.

Quando você for dar uma olhada nas badaladas galerias do Chelsea, vá até lá dar uma checada no célebre Gehry e me diga sua opinião.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1808/09

Museum of Arts and Design:MAD

Museum of Arts and Design

O museu Museum of Arts and Design (MAD), é a mais nova adição ao rol de museus na cidade. A firma de arquitetura Allied Works Architecture, sob liderança de Brad Cloepfil, foi a finalista de um concurso onde cinco arquitetos foram convidados a participar. Com o custo de 90 milhões de dólares o museu tem mais de 5, 000 metros quadrados.   

A famosa crítica de arquitetura, Ada Louise Huxtable, deu ao prédio original onde está atualmente o (MAD) que fica na Columbus Circle o apelido de Lollipop Building (prédio pirulito) por causa das colunas estruturais do primeiro andar.  

O projeto original construído nos anos 60 foi projeto do arquiteto Edward Durell Stone . No final de 1990, após inúmeros debates, o Lollipop Building foi tombado pelo patrimônio nacional. Dessa forma, foi necessário manter o prédio intacto para preservar a integridade do design. Assim, o arquiteto embrulhou (literalmente) a estrutura com 22, 000 ladrilhos de terracota com um acabamento meio esbranquiçado que muda de tom dependendo do angulo e da luz do dia.  Na abertura do museu, o projeto foi altamente criticado, em especial sua fachada. De uma olhada no que aconteceu com a formação das janelas. Na parte da frente elas formam as letras “H” e “E”, e a letra “I” do lado – HE e HI. Como arquiteta não existe nada pior (bem quase nada pior…) do que fazer um projeto que as pessoas reconhecem como letras ou um rosto. Uma vez quando eu estava no primeiro ano da faculdade, fiz uma elevação para uma casa que parecia um rosto – as janelas no segundo andar pareciam dois os olhos e uma longa janela na cozinha, que parecia a boca. Imagine o que passei com esse exemplo – nunca mais!

O projeto exteriormente deixa muito a desejar. Com a nova face de ladrilhos, esse prédio com todas suas controvérsias, os arquitetos não conservaram nenhuma das características da antiga estrutura. Por que não mudar a fachada se a imagem inicial não foi preservada?

Em todo caso, a parte interior do museu está mais bem pensada do que o exterior. Os arquitetos fizeram um design muito mais atraente na resolução dos espaços interiores. Por exemplo, as soluções para trazer luz natural para dentro das galerias são engenhosas e com muito bom gosto. As galerias são espaçosas facilitando a exposição dos trabalhos de arte.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1408/09

Bank of America Tower: a torre colossal

Bank Of America Tower

O Bank of America Tower logo atrás do Bryant Park mede 366 metros (1, 200 pés) e ainda está na fase final de construção. Mas já que você está dando uma olhada no parque e na biblioteca, dê uma checada nessa imensa torre. É o segundo mais alto de Nova York (o Empire State Building é o primeiro), e o quarto nos EUA. O edifício tem 54 andares 195, 096 m2  (2, 100, 000 pés quadrados) de salas de escritórios e 53 elevadores. Foi projetado pela firma Cook+Fox Architects e é o prédio mais ecológico do mundo – é o que dizem os arquitetos. O que me parece um exagero, pois com esse tamanho colossal é muito difícil fazer tal afirmação. 

O custo inicial do projeto era de 1 bilhão de dólares. Não consegui achar nenhuma informação para verificar se realmente ficaram dentro do orçamento, o que seria um caso raro se falando de construção não? Você já viu projeto acabado dentro do orçamento?

O edifício possui um sistema super sofisticado para conservar água. Calcularam que vão economizar 30 milhões de litros (oito milhões de galões) de água por ano e 144, 000 libras por ano em emissões de CO2. Bem, espero que seja verdade, pois essa torre monstruosa mais me parece um monumento aos excessos e aos abusos dos e executivos que nos trouxeram o colapso financeiro que afetaram tantos nesse país.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1308/09

Biblioteca de NY e o Bryant Park – dupla irresistível

New York Public Library

NYPL

New York Public Libray

Que coisa linda essa biblioteca não? E o parque atrás da biblioteca – você já foi até lá? Realmente – se você for ao parque TEM que ir à biblioteca e vice-versa. Nessa época do ano é a pedida ideal. A biblioteca e o parque estão sob algum tipo de reforma, mas mesmo assim tem você que fazer uma visita.

Então comecemos pelo Bryant Park - – com 39, 000 metros quadrados (6.9 acres), é um dos locais preferidos pelos nova-iorquinos. Por volta de 1970 o parque era um símbolo do declínio da cidade, com assaltos e drogas a qualquer hora do dia. Através de muitos esforços, em 1992 foi reaberto após uma extensa melhoria e hoje o parque oferece um local tranqüilo para descansar. Isso foi considerado um dos milagres da renovação urbana de Nova York.  Várias cenas do seriado de TV Sex and the City, foram filmados lá.

Durante o verão você pode jogar ping-pong ou pétanque, um jogo que parece bocha, e no inverno a grama é substituída por uma área de patinação excelente para quem sabe patinar. Parece tão gostoso. Se você for como eu, pode ficar de fora olhando, ou melhor, babando de inveja de quem sabe patinar. Quem me dera…

Então falemos da biblioteca — após um concurso entre os arquitetos mais proeminentes da cidade, a firma relativamente desconhecida de Carrère e Hastings foi selecionada para projetar e construir o edifício da New York Public Library. O resultado é um projeto no estilo Beaux-Arts, e até hoje é a maior estrutura de mármore nos Estados Unidos. Repare nos dois leões na entrada – são carinhosamente chamados de Patience e Fortitude (paciência e força). O trabalho começou em 1902 e foi até 1910, com o custo final de nove milhões de dólares. E eu achei que o custo do Morgan Library na mesma época de 1,2 milhões foi uma fortuna!

Atualmente, a New York Public Library consiste de 89 bibliotecas distribuídas nos cinco bairros de Nova York. Infelizmente, com a recente crise econômica, a biblioteca terá um corte de $23,2 milhões de dólares, e isto resultará na eliminação de 465 trabalhos, e uma redução nas horas de operação.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1208/09

Morgan Library mostrando manuscritos

The Morgan Library Museum

Morgan Library

Sei que são tantos os museus por essa cidade, mas se você já foi ver a maioria deles, ou se você estiver por volta da Madison Street com a 36th Street não deixe de dar um pulinho na The Morgan Library Museum .

A Morgan Library (anteriormente Piermont Morgan Library) é um museu e biblioteca de pesquisa. Foi fundada para abrigar a biblioteca particular de J. P. O Morgan em 1906, que incluiu, além de manuscritos e livros, uma vasta coleção de gravuras e desenhos. A biblioteca foi projetada por Charles McKim da firma de McKim, Mead and White e custou $1,2 milhões quando foi construída. Uma pequena fortuna.

Desde sua construção, a biblioteca passou por várias reformas. A última foi pelo arquiteto italiano Renzo Piano em 2006. Com essa recente expansão, o arquiteto dobrou o espaço para exibições e criou uma entrada com características definitivas que o museu não possuía.  Durante sua visita você terá oportunidade de ver a sala de estudo onde Piermont Morgan recebia visitantes, amigos e passava a maior parte de seu tempo lendo e escrevendo cartas. Muito estranho – dá até para sentir sua presença sentado na frente da lareira fumando cachimbo.

Em especial não perca duas das exposições que estão apresentando — Pages of Gold: Medieval Illuminations from the Morgan e Creating the Modern Stage:Designs for Theater and Opera. Na realidade eu fui curiosa para ver a exposição dos manuscritos da época medieval e da renascença, mas achei a de design sobre teatro fascinante. Acho que é porque eu tenho uma paixão secreta de um dia fazer um projetar para uma peça – cenógrafo não é? Talvez um dia…

De qualquer forma, na exposição dos livros antigos o auge foi ver uma bíblia da Inglaterra e umas das poucas que sobreviveram desde sua criação por volta de 1300. É simplesmente maravilhosa e super bem cuidada – parece até que foi feita ontem. Bem, talvez não ontem, mas no mês passado.

Pages of Gold: Medieval Illuminations estará por lá até dia 13 de setembro e a Creating the Modern Stage: Designs for Theater and Opera até dia 16 de agosto.

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1108/09

1,001 utilizações para feltro no Cooper-Hewitt

Cooper-Hewitt

Cooper-Hewitt

Cooper Hewitt, Nation Design Museum que fica na 91st Street com a 5a Avenida, está com duas exibições muito atraentes: Design for a Living World e outra chamada Fashioning Felt. Quem é que diria que o feltro pode ser usado de tantas formas diferentes? Como eles dizem por aqui…. AMAZING!

Na realidade, digo que as duas mostras são atraentes pois são ambas informativas e a casa onde se aloja o museu, apesar de estar sob reformas, é um excelente exemplo de arquitetura do final de 1800 em Nova York. Imagine como deve ter sido totalmente isolada do resto da cidade quando foi construída. E outra coisa — tem um jardim enorme onde se pode sentar e tomar um cafèzinho. O espaço relativamente aberto permitiu que um jardim particular fosse contruído – um dos únicos em Manhattan – e ainda hoje um belíssimo oásis de frente ao Central Park.

O terreno foi comprado em 1898 pelo magnata Andrew Carnegie. Andrew pediu a seu arquiteto que sua casa fosse a “mais modesta, e a mais espaçosa de Nova York.” A mansão de sessenta quartos foi construída entre 1899 e 1902 no estilo georgiano, típico da época. Foi a primeira residência em Nova York a ter elevador e aquecimento central. Sua esposa viveu na casa até sua morte em 1946.

A exibição Design for a Living World estará aberta até dia 7 de setembro. No entanto, a Fashioning Felt ficará aberta até dia 4 de janeiro de 2010.

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1008/09

Guggenheim celebra cinqüenta anos!

Guggenheim Museum

Guggenheim Museum

Frank Lloyd Wright: from Within Outward – de dentro para fora (não é o avesso?) é o nome da exposição no Solomon R. Guggenheim Museum do famoso arquiteto americano Frank Lloyd Wright. O museu foi recentemente renovado e agora está celebrando 50 anos. Não é todo dia que se celebra 50 anos de museu! Do jeito que as coisas estão hoje com a economia aqui nos EUA, cinqüentão é digno de grande comemoração, mesmo! E eles estão festejando para valer. A exibição está maravilhosamente bem situada na belíssima rampa do Guggenheim.

Em 1959 quando o Solomon R. Guggenheim Museum foi aberto na 5ª avenida, o escritor Norman Miller disse que o museu havia destruído a vizinhança, e artistas proeminentes da época assinaram um petição contra ele. “Alguém disse que o museu parecia uma máquina que lavar roupa,” o arquiteto disse.  Frank tinha uma grande auto-estima e nada o tirava do sério, muito menos perante tal hostilidade. Hoje, turistas vêm de ao redor do mundo ver o museu e tornou-se um ícone de Nova York. No entanto, ele não conseguiu ver sua obra prima acabada, pois morreu seis meses antes da finalização do Guggenheim.

Mais do que nunca, com vários de seus projetos, Frank em seus setenta e dois anos de carreira quebrou as regras estabelecidas em arquitetura existentes há muitos séculos. Com o projeto desse museu ele rompeu com os padrões da época de que os prédios na 5ª avenida deveriam ser todos retangulares ou quadrados, e que os edifícios deveriam ter um andar térreo, o primeiro andar e assim por diante.   

Frank acreditava veemente de que a função e a forma do projeto eram inseparáveis, o que foi uma das grandes características do modernismo. Seu trabalho no começo de 1900 possuía fortes características de uma arquitetura orgânica na qual ele tentava trazer a natureza para dentro do espaço criado. Seu trabalho de inicio de carreira em minha opinião onde Frank realmente mostrou uma grande criatividade. Seu prédio para a Larkin Company Administration Building, em Búfalo, Nova York em 1902 e o Unity Temple em Oak Park, Illinois, em 1905, são realmente obras primas e revelam seu gênio artístico. Seus projetos do final de 1940 e 1950 perdem aquele espírito inovador e criativo revelado nos anos anteriores.

Estava vendo a mostra com um amigo arquiteto que adora o arquiteto. Ele olhou para um desenho exposto e disse: “É como estar vendo um desenho em pessoa do Leonardo da Vinci – a mesma emoção!” Tá bom. Eu concordo que o Frankie era um arquiteto de muito talento e coisa e tal, mas compará-lo com Leonardo? Acho um pouquinho forçado, mas em todo caso… .

Vá logo, pois a exibição ficará só até o dia 23 de agosto.

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0708/09

Os Gêmeos são formidáveis!

Os Gemeos

Os Gemeos

Os Gemeos

Os Gêmeos atacam novamente e agora no lado leste da ilha de Manhattan. E é na mesma parede na Houston Street onde o famoso  Keith Harring pintou ilegalmente seu mural em julho de 1982.  Nos anos 80 aquela área da cidade era perigosa e rodeada de terrenos e prédios abandonados, muito diferente da situação atual.  

Os irmãos paulista, Otavio e Gustavo Pandolfo, estão renovando e mostrando para os gringos a criatividade do grafite brasileiro. O paredão mede um pouco mais de 5 metros de altura e 15,6 metros de largura, e foi dedicado a Dash Snow, um artista de grafite que morreu no mês passado.

Já está na hora de começarmos a dar mais valor ao nosso patrimônio.

Olhem que lindo o que eles disseram durante uma entrevista quando perguntaram o que os motiva a fazer seu trabalho:

O ODIO E O AMOR, VIVER EM UM PAIZ ONDE VOCE TEM QUE SOBREVIVER ONDE VOCE APRENDE A DAR VALOR NAS PEQUENAS COISAS, DESDE UMA LATA DE TINTA ENCONTRADA NO LIXO A UM SIMPLES OLHAR DE UMA CRIANÇA PEDINDO DINHEIRO NO FAROL, VIVER NUM PAIS ONDE O GOVERNO NAO TA NEM AI COM VOCE, UM PAIZ QUE NAO EXISTE LEIS, ONDE AS PESSOAS GANHAM SALARIOS DE MIZERIA E ESTAO SEMPRE SORRINDO, DE ACORDAR AS VEZEZ E VER QUE TUDO NAO PASSOU DE UM SONHO. A IDOLATRIA, A DESUNIAO, A VAIDADE, O EGO, A INVEJA, AS PESSOAS QUE PRECISAM DAS OUTRAS PRA SER ALGUEM, AS PESSOAS QUE USAM AS OUTRAS, O AMOR, TEMOS ORGULHO DE SER BRASILEIROS E PAULISTANOS, DE SABER QUE O QUE ACREDITAMOS EXISTE, DE ESCREVER PORTUGUES ERRADO, VIVER ALGUNS MOMENTOS QUE PARESSEM SER ETERNOS, DE SOLTAR BOMBINHAS NA RUA, DE FAZER FOGUEIRA NAS RUAS, DE CONTAR MENTIRA PRA POLICIA, SABER QUE NOSSA FAMILIA NOS AMA, FAZER AS COISAS AS VEZES SEM PENSAR, USAR ROLOS DE TINTA E LATEX , IR PINTAR NA RUA COM ROPA SUJA DE TINTA, SUBIR NA ESCADA SEM CAMISA, SER SULAMERICANO, USAR A CIDADE , DAS COISAS FEIAS, SABER QUE PODEMOS VOAR ENTRE AS NEBLINAS, E JOGAR BARQUINHOS DE PAPEIS NA ENXURRADA DA CHUVA…

Quando eu estava tirando fotos do mural, um cara parou do meu lado com seu skate board, olhou para mim e me explicou em inglês que o mural era um trabalho de dois brasileiros. Eu respondi a ele que sabia, e que eu também era do Brasil. Ele olhou para mim e começou a falar português, pois também era brasileiro! Trocamos um papinho rápido onde ele me disse que estava por aqui em NY por pouco tempo, pois “esse lugar é duro demais, e tudo muito caro.” Um momento breve no meio dessa caótica e maravilhosa cidade nós dois encontramos um elo de aproximação causada pel’Os Gêmeos! É isso ai, né gente?

O mural vai ficar lá até março de 2010.

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0608/09

Mannahatta passou a ser Manhattan

Museum of the City of New York

Mannahatta/Manhattan

A ilha de Manhattan tem uma história muito interessante. E o Museum of the City of New York, está contando essa narrativa em detalhes com a mostra Mannahatta/Manhattan: A Natural History of New York City. De acordo com os historiadores, quando Henry Hudson e sua pequena tripulação chegaram à ilha no dia 12 de setembro de 1609, eles estavam a procura de riquezas orientais. No lugar encontraram uma ilha com vegetação e fauna abundante. Deram-lhe o nome de “Mannahatta,” que quer dizer “ilha de muitas colinas.”  

A exposição está muito bem feita com vídeos, mapas, maquetes e quando você sair de lá, eu garanto que o seu passeado em Manhattan terá um significado diferente. Pelo menos, é o que aconteceu comigo – passei a ver Manhattan com uma maior compreensão.

O edifício que o museu ocupa é bem imponente e foi projetado pelo arquiteto Joseph J. Freedlander em estilo típico da época quando foi construído entre 1928 e 1930, chamado neo-georgiano.

A exposição estará aberta até dia 12 de outubro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0508/09

AfterParty no PS 1

PS1

Afterparty

Já fostes ao P.S.1? Com sua entrada do MoMA você poderá ir ao P.S.1 de graça, mas tem que ser no mesmo dia.

P.S. 1 Contemporary Arts Center foi fundado em 1971 e é um das mais antigas instituições de arte contemporâneas sem fins lucrativos nos Estados Unidos. P.S.1 dedica sua energia e recursos a exibir o que é considerada a arte mais experimental no mundo – de verdade. Mostram trabalhos bem arrojados e as novas tendências emergentes no campo da arte. Desde 1976 ocupa o local onde era uma escola pública e daí a abreviação – P.S. ou public school. O prédio que por sinal é lindíssimo, foi construído no final de 1800 por arquiteto desconhecido. Desde 2000 P.S. 1 está afiliada ao MoMA. O que lhe deu uma maior credibilidade e uma situação econômica mais estável.  

Nos últimos dez anos, o MoMA e o  P.S. 1 Contemporary Arts Center fazem um concurso anual com a intenção de promover arquitetos que estão no início da profissão. O objetivo do projeto é trazer aos visitantes uma área ao ar livre recreativa para o verão – um refúgio para os verões quentes e abafados de NY e criando um ambiente urbano. Os arquitetos seguem um programa com um orçamento apertado, e são envolvidos em cada aspecto do projeto, desenvolvimento, e construção do projeto. O local é o grande pátio de entrada do P.S. 1 e todo fim de semana uma série popular de concertos de música é apresentado.   

Este ano que marca o décimo aniversário do programa, cinco finalistas foram selecionados e foi dado um orçamento para o projeto de $70.000. A firma de arquitetura MOS Architects com o tema Afterparty ( Depoisdafesta) foi a vencedora.

Esse é meu terceiro ano visitando esses projetos e acredito o Afterparty ser o pior de todos. Como sempre, fato nada incomum na atual condição que vivemos, os desenhos de apresentação são todos muito bonitos, mas a realidade é em geral muito diferente. Vejo isso com freqüência – lindos painéis mostrando uma arquitetura esplendorosa e magnífica e daí quando o prédio fica pronto, uma total decepção! Como o caso do The New York Times na 7th avenida. Farei um blog sobre ele logo, logo.

O projeto está totalmente desproporcional para o espaço e visualmente é pouco atraente. A intenção, de acordo com os arquitetos, era de criar uma representação de nossa atual condição econômica de crise. Oh well… vá até lá e daí me conte.

Em todo caso, é uma atração que apesar de tudo acho que vale a pena dar uma olhada. Nem se for só para ver a lindíssima estrutura que é o P.S. 1.

Por Vera Angelico | 0 comentários
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