Arte e Arquitetura em NY
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0410/09

Carole Feuerman

 Carole Feuerman

Outra exibição no Chelsea que deixa muito a desejar.

Carole Feuerman: Swimmers, Bathers, Nudes na Jim Kempner Fine Art. Se você estiver procurando alguém que seja bom na habilidade do material usado, então sem dúvida que a Carole é uma artista excelente. Ela realmente sabe manipular o material que usa, e seu trabalho convence. Por outro lado, eu me pergunto – - a arte ‘verdadeira’ deveria ir muito alem disso, não? Dexteridade e habilidade somente não bastam, não é verdade?

Pelo menos, essa é minha opinião. Com duas figuras logo na entrada da galeria num pequeno pátio ao ar livre (um dos poucos na cidade), a artista expõe duas figuras de mulheres. A que está de pé, Tree, 2009, mede quase 1,5 metros de altura, e a maior chamada The Survival of Serena (White Cap), 2009, mede quase 2 metros de altura. E se você entrar na galeria tem mais figuras lá dentro.

O melhor dessa visita ainda é a galeria. Localizada na 23rd Street é muito agradável e bem projetada com sua entrada de vidro e aço corten ( um aço com alto teor de cobre que adquire uma cor avermelhada com o tempo).

Até dia 31 de outubro.

Por Vera Angelico | 2 comentários
3009/09

Às voltas nas galerias de Chelsea: Maya Lin

Maya Lin

Conforme dizem por aqui quando a coisa é muito boa – Run Don’t Walk (Corra, não Ande) para ver essa mostra. Maya Lin em Chelsea onde esta fazendo uma exibição maravilhosa onde ela apresenta um trabalho que revela o surpreendente interstício entre arquitetura e arte. Nessa época que vivemos onde vale tudo e qualquer tipo de arte é considerado como revelante, encontrar alguém que está consistentemente fazendo um bom trabalho está bem difícil. Especialmente nas galerias do Chelsea que é o lugar onde tradicionalmente se deveria encontra bons artistas, mas infelizmente o espírito do vale tudo prevalece.

Maya Lin: Three Ways of Looking at the Earth (Três Maneiras de Olhar a Terra ou Mundo) na PaceWildenstein nos convida a olhar a paisagem a nossa volta de uma outra maneira. Usando métodos tecnológicos mais avançados (fotografias tiradas de satélite, radar de cartografia e sonar) ela estuda o mundo natural e traduz essa informação num gesto puramente intuitivo.

São três instalações enormes que nos levam a refletir no modo que vemos o mundo. Cada instalação foi criada com a preocupação de revelar algo novo e para trazer consciência sobre a atual situação do planeta que habitamos. Sua intenção não é so de procurar esclarecer a audiência, mas também desafiar nosso relacionamento psicológico e físico com o mundo natural. Maya menciona em seu catalogo para essa exibição: “Um forte respeito e amor pelo meio ambiente existe em todo meu trabalho. Eu não consigo me lembrar de quando eu não me preocupei com a condição do meio ambiente nem quando eu não me senti humilde diante da beleza do mundo natural…esses trabalhos são uma resposta a essa beleza”. Inspirador não? Lindo, lindo!

São três topografias revelando um mundo real e imaginário. Por exemplo, 2 x 4 Landscape (2 x 4 Paisagem) inicialmente foi concebida por Maya como uma maneira de trazer paisagismo num cenário arquitetônico. A instalação, consistindo de 50.000 pedaços de madeira de 2 x 4 (2×4 é uma medida típica da madeira usada em construção), e se assemelham a uma onda ou colina que sobe a 3 metros de altura ocupando um total de 170 metros quadrados.

Essas topografias são definitivamente um trabalho da arte que você tem que ver em pessoa para apreciá-los em sua plena majestade. Existem algumas coisas na vida que precisam ser vista pessoalmente – descrição e fotos não bastam. Na realidade acho que quase tudo na vida é assim. Chega um ponto que temos que sair do teórico e partir para a experiência.  

Sem duvida, que essa foi a melhor exposição que vi nesses últimos meses. É claro, que eu sou a maior fã da Maya – acho que ela é a melhor arquiteta no momento. Aliás, ela não pode ser chamada de arquiteta, pois não passou os exames de arquitetura estipulados pela lei americana. Mas de qualquer forma, ela é basicamente a única pessoa trabalhando nessa interseção entre arte e arquitetura que foi tristemente abandonada e ignorada por tantos séculos.

A única sugestão que faria a Maya é de que ela deveria ter usado madeira reciclada em suas instalações — só isso.

A exposição ficara aberta até dia 24 de outubro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2809/09

Preços exorbitantes mesmo nessa crise financeira

Michel Basquiat            Julian Schnabel   

 Ai Wei Wei 

A Mary Boone Gallery é uma das galerias mais conhecidas na cidade.  Sua dona e diretora, Mary Boone, abriu sua galeria em 1977 e desde então tem tido um sucesso inigualável. O que ela fala no mundo da arte é levado a sério e todo mundo ouve.

Ela está com uma exposição de vários artistas famosos, nada de muito impressionante com relação à qualidade do trabalho, mas não digo o mesmo com relação ao mercado de arte. Já que você está fazendo um tour pelo Chelsea, tem três trabalhos nessa galeria você deveria dar uma olhada só por curiosidade por causa dos preços.

O primeiro é uma tela de Michel Basquiat, o grafiteiro que foi um dos favoritos de Andy Warhol, e que morreu muito cedo aos 28 anos. O nome da obra é Pedestrian 1, 1984, em acrílico mede 1,5 por 1,3 metros em vermelho com uma figura em preto.  Acredite ou não, essa peça foi vendida pelo preço de nove milhões de dólares!! Tem muito zero aí — $ 9.000.000,00. Crise financeira? Onde?

O segundo trabalho é de Julian Schnabel, um artista americano meio metido a arquiteto. Ele decorou o interior do Gramercy Park Hotel aqui em Nova York. Sua tela chamada Born in 1951, San Sebastian, 1979, mede 2,8 por 1,6 metros em tons de rosa. Esse foi vendido por um preço um pouco mais modesto – 3 milhões.

O terceiro é uma jarra antiga de por volta de 500 – 3000 AC, onde o artista chinês Ai Wei Wei, (outro artista metido a arquiteto) pintou o conhecido símbolo da Coca-Cola no vaso. O titulo da obra é claro, só poderia ser Coca Cola vase, 1994. Esse então foi uma pechincha – somente 125 mil dólares.

Eu gostaria de entender mais quem determina esse mercado financeiro. Não é curioso? E extremamente confuso.

Os trabalhos estarão lá até dia 24 de outubro.

Mary Boone Gallery

Não se esqueça de admirar o espaço interior dessas galerias — são supreendemente lindas como essa foto acima do teto da Mary Boone.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2409/09

Shanghai: ainda a Paris do Oriente?

Shanghai

Será que Shanghai ainda é a Paris do Oriente, ou a Nova York do século XXI?

Talvez – gostaria muito de ir até lá para ver, mas agora não dá. Super longe e super caro. Então, sugiro a alternativa: vá até o Battery Park e dê uma olhada no The Skyscraper Museum que está com uma exposição chamada China Prophecy: Shanghai.

O fama que Nova York sempre teve como a “cidade que nunca dorme,” foi dado a Shanghai agora. Uma cidade que está com 18 milhões de habitantes e é o maior centro do mundo.

Com muitas maquetes e lindas fotos você poderá ver essas torres altíssimas que estão subindo numa rapidez espantosa em Shanghai. A mais alta até agora, é a Shanghai Tower que terá 632 metros assim que estiver pronta. Só para você ter uma idéia, o Empire State Building tem 381 metros!

Nessa fanfarra toda de muita riqueza e beleza, um elemento essencial é decisivamente esquecido – a destruição sem escala que está acontecendo em Shanghai e no país em geral não é comentado. A tradição do país está sendo destruída em nome do progresso. Os bairros históricos estão sendo completamente aniquilados. O meio ambiente na China está muito compromissado pela devastação do ar, água e solo. Um amigo foi visitar algumas cidades chinesas no ano passado e me contou que sua visita foi horrível. “Mal se vê o sol,” ele me disse “pois a poluição é tão intensa e o ar é tão contaminado que andando nas ruas de Shanghai dava a sensação de estar atrás de um caminhão com o escapamento aberto.” Outro grande problema no país são as usinas de carvão aonde vem a maior parte da energia, pois o carvão é um grande poluidor.

Mas essa parte não aparece na exposição. Nada incomum, na realidade. Acho que é a tendência do nosso espírito atual de pós-modernismo – ficar na superfície e não ir fundo… Esquecemos que nem tudo que brilha é ouro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2109/09

Espaço Emprestado na Chinatown

 LentSpace     canalstreet 006

É o nome do novo espaço que abriu bem pertinho da Chinatown entre a Canal, a Varick, a Grand e a Sullivan Street. Meio difícil de achar – mas não desista, pois é um espaço bem agradável para esses dias maravilhosos de outono. Com vários bancos para sentar na sombra ou no sol (a preferência é do freguês) você pode pegar algo para comer num dos restaurantes da área e dar um pulinho até lá.

O projeto temporário foi patrocinado pelo Lower Manhattan Cultural Council (LMCC) e por enquanto ficará no local por volta de três anos. Uma construtora estava com planos de construir um prédio, que foi adiado devido à atual crise financeira. Daí o LMCC resolveu dar uma oportunidade para artistas exporem seus trabalhos e ao mesmo tempo fazer um parque para o pessoal que trabalha e mora na área. E daí o nome – LentSpace – espaço emprestado.

Por causa do orçamento limitado com somente aproximadamente $1 milhão e da condição temporária do espaço, os arquitetos usaram materiais baratos. O chão foi coberto em cascalho, e os bancos e os grandes vasos com árvores que foram doadas, foram construídos de madeira compensada à prova de água.

Quando cheguei lá até pensei que fosse um terreno de obras — uma serie de esculturas que deixam muito a desejar. Por outro lado, o que vale a pena dessa visita é a cerca que rodeia o LentSpace. A cerca/portão abre e fecha para proporcionar várias atividades e encontros sociais. Dê uma olhada nos eventos   que estão marcados para o mês todo de outubro.  

Essa cerca com quase 65 metros de comprimento é composta de oito painéis giratórios de madeira compensada. O lado de fora dos painéis é coberto com centenas de discos prateados e azuis de alumínio, que faz a parede brilhar ao sol como uma miragem e quando o vento bate, tocar como sininhos. (veja a foto) Lindo, lindo. O curador explicou que esses discos são usados em guindastes de óleo – nunca vi antes, mas deu um efeito espetacular ao paredão. Cada três meses uma firma diferente será encarregada de fazer um novo projeto para o grande portão.

Outra coisa – perguntei para varias pessoas em Chinatown onde ficava esse lugar e ninguém sabia. Aliás, são poucos que falam inglês por lá – provavelmente não me entenderam. Em todo caso, finalmente achei um carteiro e pensei que com certeza ele saberia onde encontrar essa esquina (Canal, Varick, Grand e Sullivan) que eu estava procurando. Para meu infortúnio, ele me mandou para a direção oposta. Pode uma coisa dessas? Então… cuidado para quem você perguntar!

O LentSpace está aberto das 7 da manha até escurecer todos os dias com exceção dos meses de janeiro, fevereiro e parte de março.

 

 

Por Vera Angelico | 0 comentários
1809/09

Dica para os amantes da leitura

Villard Houses

Se você estiver procurando um bom livro de arquitetura ou urbanismo (em inglês) então você precisa dar um pulo na Urban Center Books, que fica na 457 Madison Street, que fica entre a 50th e a 51st Street. Sempre que vou lá vejo livros que não encontro em nenhum outro lugar. A seleção não é vasta, mas têm livros e revistas de quase todos os países. Eles também têm vários guias turísticos de Nova York que não estão disponíveis em outros lugares.

Enquanto estiver por lá, dê uma olhada no local onde está instalada — um pátio muito agradável para dar uma descansada. Os prédios em volta são conhecidos como Villard Houses construídos em 1884 pela famosa firma de arquitetura americana McKim, Mead and White e formam um conjunto onde era a residência do magnata das ferrovias Henry Villard. O edifício original foi restaurado em 2003 e hoje abriga o hotel The New York Palace Hotel, a livraria Urban Center Books e o escritório da  The Municipal Art Society (MAS), uma organização que trabalha na preservação da arquitetura de Nova York. Foi graças aos esforços da MAS que evitou a demolição das casas quando queriam destruí-las para construir um prédio no começo de 2000.  

Só como curiosidade – se você viu a série de TV da Gossip Girl vai reconhecer que alguns capítulos foram filmados na frente desse conjunto.

Por Vera Angelico | 2 comentários
1509/09

Monet em Giverny

monet 009        Claude Monet

Giverny

São somente seis pinturas de Claude Monet na nova exibição no MoMA (Museum of Modern Art) que começou ontem – mas vou te contar – essas seis falam mais alto do que muito trabalho de artista contemporâneo por aí!

As fotos acima mostram Monet em seu estúdio, ao lado de seu famoso quadro Water Lilies (Nenúfares) e seu tão amado jardim em Giverny.

Monet mudou-se para Giverny com sua família em 1883 onde ele viveu até morrer em 1926. E foi em contemplação no meio de seu jardim encantado de onde saíram suas obras primas – os lírios, ou nenúfares,  pairando sobre a superfície da água num mesclado de cores incríveis. Se você chegar perto da sua grande obra prima, Water Lilies, a tela de um pouco mais de doze metros, dá para perceber que Monet trabalhou extensivamente nesse quadro – suas camadas são grossas, mas o efeito é quase etéreo. Parece até uma aquarela devido a sua leveza. Monet nos coloca dentro da tela e assim rompe a barreira imposta previamente entre o artista e a audiência. Dá até a impressão de estarmos ali com ele dentro de seu jardim. Ele construiu um estúdio exclusivamente para poder colocar essa tela.

Na época que Monet mudou para Giverny ele já estava com uma reputação bem solida como pintor impressionista. Com os seus enormes quadros com os lírios, sua celebridade ficou ofuscada com boatos de que sua representação do jardim estava  desordenada e suas pinceladas não pasavam de borrões. Isso dizeram, era devido a sua idade avançada e seu problema de vista o impedia de enxergar bem. De forma nenhuma os rumores afetaram sua produtividade. Monet continuou seu trabalho imbatível e com um vigor inigualável.  

Para manter seu jardim, Monet colocou grande parte de sua fortuna em sua conservação. Empregou seis jardineiros que trabalhavam na manutenção das plantas período integral. Nessa ocasião ele também estava muito interessado em temas japoneses e contratou alguém do país para implementar detalhes orientais como a ponte e algumas flores do Japão.

Foi somente em 1950 que suas obras feitas em Giverny obtiveram um pouco de atenção quando diretor do MoMA, Alfred H. Barr, Jr. comprou seu maior quadro – Water Lilies — por somente $11, 500. Inacreditável!

Mais um exemplo, de que o negócio é fazermos aquilo que gostamos mesmo se o resto do mundo não gostar ou achar que estamos perdendo tempo, não é mesmo gente?

A exposição vai até dia 12 de abril de 2010.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1309/09

Mandala: o Círculo Perfeito

Rubin Museum      Mandala

Mandala: the Perfect Circle (Mandala: o Círculo Perfeito), é o titulo da mostra no Rubin Museum of Art , um museu que se dedica a preservar a arte dos Himalaias  e de suas redondezas.

Um museu bastante agradável em sua concepção de espaços para a apreciação de sua arte foi aberto em 2004 e está localizado na 150 West 17th Street. Logo na entrada, uma escada em espiral oferece um convite para explorar seus ambientes internos onde o acervo está dividido com temas diferentes. Em particular, não deixe de ver as outras salas, mas a exposição de mandalas no 5º. andar é estupefante; ou melhor, capaz de te levar a um estado de iluminação. Aliás, essa é a proposta da mandala que é um símbolo importantíssimo dentro da tradição budista, e criada como instrumento de contemplação para ser usado durante a prática de meditação com a intenção de levar o praticante a obter uma condição de iluminado.

Acredito que a maioria dos brasileiros (como eu) cresceu em uma cultura ocidental, e com pouco conhecimento do outro lado do planeta (por exemplo: Japão, Índia, China). Portanto, entrando em contato com tradições orientais me abriram muitos horizontes. O povo ocidental tem uma outra forma de interpretar o mundo e uma visão muito diferente com relação a espiritualidade.

Em várias tradições espirituais, mandalas podem ser usadas não só como uma ferramenta espiritual de ensino, mas também para estabelecer um espaço sagrado como a representação em duas dimensões numa superfície plana de um templo. A exposição mostra a foto de uma mandala que foi feita para representar um templo. E ao lado da imagem tem uma lindíssima maquete de um templo que corresponde à representação da mandala.

Como na foto acima, vários monges participam na concepção da mandala usando areia com pigmentação colorida, que pode levar dias ou semanas de trabalho árduo e minucioso. Após a conclusão desse complexo artefato, a areia é escovada e depositada num local onde tenha água corrente para espalhar as benções do mandala. Nesse ato de criação e destruição, os monges revelam um aprendizado com relação à impermanência da vida e ao desprendimento ao mundo material (um ensino central do budismo).  

Mandala: the Perfect Circle estará no Rubin Museum até dia 11 de janeiro de 2010.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1009/09

Rockefeller Center – há males que vêm para bem!

Rockefeller Center

 “Como é que você pode omitir esse extraordinário monumento da paisagem nova-iorquina de sua lista?”, me perguntou um leitor ontem. (Aos leitores que estão lendo esse blog pela primeira vez — atendendo a um pedido, a semana passada foi dedicada aos grandes marcos arquitetônicos da cidade) Pois é – tentei me justificar dizendo que tem muita coisa acontecendo em Nova York e que eventualmente eu iria incluí-lo e coisa e tal, mas mesmo assim não consegui satisfazer a indignação de meu amigo.

Sem muitas desculpas, então vamos examinar alguns fatos significantes sobre o Rockefeller Center. Localizado entre a 48th e a 50th Street, foi um empreendimento de John D. Rockefeller, Jr. que iniciou o planejamento do complexo em 1928. Durante o começo do projeto, a construção teve que ser alterada, com o advento da Grande Depressão. Rockefeller havia planejado um empreendimento mais elaborado, com uma casa de ópera, mas com a recessão financeira, ele teve que alterar o projeto. Com isso, o espaço onde fica a pista de patinação no inverno, ou o restaurante durante o verão, foi possível. O típico exemplo de que como mamãe sempre fala – “há males que vem para bem!”

Pois em minha opinião, o “poço” do Rockefeller Center é um dos melhores espaços públicos de Nova York! Você não concorda comigo?  Outra excelente característica do complexo é que é um dos poucos prédios a integrar arte e arquitetura de forma incondicional. Quer dizer, a arte não foi bolada depois da estrutura estar pronta – tipo “Aquela parede tá meio vazia. Vamos arranjar uma pintura ou um mural prá ela!”

Atualmente o complexo é constituído de 19 edifícios sendo que 14 são em estilo Art déco e os outros no estilo internacional (International Style).

Poucos sabem, mas tem um túnel que vai da rua 47th até a 51st Street e da 5ª até a 7ª avenue com lojas e lugares para comer. Uma ótima em dia de chuva ou muito frio.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0809/09

Empire State Building

Empire State Building

Durante esse fim de semana, fui lembrada de que me esqueci de incluir na lista da semana passada, um ícone importantíssimo da paisagem urbana americana – o Empire State Building. Então aqui vão algumas indicações sobre essa ilustre estrutura.

Sem dúvida, você já deve ter visto uma das versões do famoso filme King Kong, na qual um enorme gorila está agarrado num prédio? Então — as versões de 1933 e de 2005 foram ambas filmadas no Empire State.  

O Empire State foi o edifício mais alto do mundo até 1972 quando as torres gêmeas do World Trade Center foram construídas. Com o ataque de 11 de setembro, passou novamente a ser o mais alto em Nova York e atualmente é o 14º mais alto do mundo. Na época custou mais de 40 milhões de dólares em sua construção. Está atualmente passando por uma reforma que ficará aproximadamente 120 milhões de dólares para torná-lo mais econômico e conservar o meio ambiente e entrar no rol das estruturas arquitetônicas “ecologicamente corretas.”

Já repararam que arquitetos do mundo inteiro estão numa constante briga para ver quem constrói a estrutura mais alta do mundo? Isso os arquitetos homens, pois me parece que nós mulheres não estamos nem ai para esse negócio de altura. Em todo caso…

O projeto foi de Gregory Johnson que com sua firma de arquitetura preparou os desenhos em apenas duas semanas – incrível! Fato ainda mais extraordinário foi que as escavações começaram no dia 22 de janeiro de 1930 e com 3400 trabalhadores. E em somente 410 dias,em maio de 1930, o edifício estava acabado.  Essas datas coincidiram com a Grande Depressão, ou a chamada Crise de 1929 e isso torna a rapidez de sua construção ainda mais inacreditável.

O edifício tem 102 andares — com uma vista maravilhosa lá de cima – e projetado no estilo Art déco. Eles se gabam de ter o melhor deck de observação do mundo (!) e dizem que até o começo de 2009 já tiveram mais de 100 milhões de visitantes. De qualquer maneira, não perca a vista mais pertinho do céu dessa cidade magnífica.

 

Por Vera Angelico | 0 comentários
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