Arte e Arquitetura em NY
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0209/09

Uma volta no tempo: Brooklyn Bridge

Brooklyn Bridge

Brooklyn Bridge

A Brooklyn Bridge é uma das pontes suspensas mais antigas nos Estados Unidos, estendendo 1825 metros (5989 pés) sobre o East River, ligando a ilha de Manhattan e Brooklyn. Quando foi finalmente concluída em 1883, era a ponte suspensa mais longa no mundo, a primeira ponte suspensa de cabo de aço, e a primeira ponte ligando Long Island.

A ponte abriu em maio de 1883 com uma grande fanfarra após treze anos de construção. Os responsáveis pela realização dessa estrutura são John Roebling, Washington Roebling, and Emily Warren Roebling. John morreu de tétano devido a complicações de uma infecção causada por um ferimento em seu pé logo no inicio da construção da ponte. Ele faleceu antes de ver a seu projeto finalizado e seu filho, Washington, prosseguiu com a obra. Washington sofreu da doença de descompressão, ou mal dos mergulhadores, pois naquela época havia pouca informação a respeito, o que lhe causou paralisação parcial do corpo. Assim sendo, sua esposa Emily, passou a fornecer informação entre seu marido e os engenheiros no local. Sob a direção do marido, ela estudou as complexidades da construção do cabo a aço, resistência de materiais, e engenharia em geral. Ela passou os próximos 11 anos ajudando Washington Roebling na supervisão da construção da ponte, e foi a primeira pessoa a atravessar a Brooklyn Bridge quando foi inaugurada.

As torres são construídas de pedra calcária, granito, e concreto para suas fundações. Seu estilo arquitetônico é neo-gótico, com os típicos arcos pontudos acima dos corredores sob as torres de pedra.

Uma semana depois da abertura, em 30 de maio, 1883, um rumor de que a ponte iria cair causou uma debandada, que matou doze pessoas esmagadas.  Em 17 de maio de 1884, o famoso circo P. T. Barnum ajudou a apaziguar as dúvidas sobre a estabilidade da ponte, quando uma das suas atrações mais famosas, Jumbo, liderou uma parada de 21 elefantes sobre a Brooklyn Bridge.

O custo da Brooklyn Bridge foi de $15.5 milhões de dólares e aproximadamente 27 pessoas morreram durante sua construção.

Desde sua abertura, tornou-se um ícone no horizonte de Nova York e designada patrimônio nacional em 1964.

Uma excelente pedida para um final de tarde a pé ou de bicicleta – tanto faz, contanto que você vá até lá.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0109/09

Uma volta no tempo: Dakota Building

Dakota Building - Central Park West Dakota  Building

Em nosso segundo segmento da semana vamos dar uma olhada no The Dakota mais conhecido como Dakota Building, que foi construído entre 1880 e 1884. Um projeto do arquiteto Henry Janeway Hardenbergh, que também desenhou o Plaza Hotel. O cliente foi o presidente da máquina de costura, Singer Sewing Machine Company, Edward Clark. De acordo com lenda popular, The Dakota foi assim chamado porque o local onde foi construído, 72nd Street e Central Park West, era escassamente habitado e considerado tão longe quanto o território de Dakota.

O Dakota Building possui uma história significante, pois foi onde John Lennon morou com sua esposa Yoko Ono e também o local de sua morte em dezembro de 1980. O Dakota foi construído no formato de um  quadrado ao redor de um pátio central. O pátio é acessível pela passagem em arco na entrada principal, para que carruagens puxadas a cavalo pudessem atravessar deixando seus passageiros desembarcar protegidos do tempo.   

O estilo de sua fachada é uma combinação feita no estilo do Renascimento do norte da Alemanha, e a planta baixa com tendências arquitetônicas francesas tão populares na época. O arranjo geral dos apartamentos no estilo francês foi feito de maneira que todos os cômodos são arejados dos dois lados — do lado da rua e do pátio — e isso era uma novidade em Nova York nesse período. Os edifícios construídos nessa ocasião tinham somente janelas de um só lado. Os 65 apartamentos existentes são todos diferentes e o tamanho varia de 4 a 20 aposentos para cada um e os tetos são todos de 4,3 metros de altura. A maioria dos apartamentos em Nova York mede no máximo só 2 metros de altura – menos de metade dos apartamentos do Dakota. O edifício foi concebido com os melhores materiais da época: por exemplo, o piso do chão foi feito de madeira de mogno e carvalho.  No entanto, no apartamento de Edward, o dono, seu piso era de madeira com incrustações em prata.  

Um memorial chamado Strawberry Fields, foi feito do outro lado da rua do Dakota Building, em memória de John Lennon, e o aniversário de sua morte é relembrado todos os anos com uma procissão liderada por Yoko saindo de seu apartamento até o memorial.

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3108/09

Uma volta no tempo: Grand Central

Grand Central Station

Grand Central Station

Esta semana vou blogar sobre os grandes marcos arquitetônicos de Nova York, atendendo ao pedido de um leitor.

Grand Central Terminal é considerado um dos mais importantes edifícios de Nova York.  Duas firmas de arquitetura são responsáveis pelo projeto — Reed & Stern, de Minnesota, e a firma de Warren and Wetmore, de Nova York, que completaram a construção do Grand Central em 1913. A estação tem várias passagens secretas e atualmente poucos têm admissão a esses locais. Muitas histórias interessantes são contadas a respeito desses acessos subterrâneos. Existem vários historiadores que fazem excursões do terminal descrevendo narrativas fascinantes a respeito.

O enorme relógio no centro do balcão de informações na parte central da estação é um dos mais famosos ícones do Grand Central. Já apareceu em muitos filmes e até hoje ainda é cobiçado para a tela. Eu passei por lá no domingo passado e estavam filmando bem em frente dele. Imaginem que o relógio está estimado entre 10 e 20 milhões de dólares – cada um – e como são quatro então o total é de 40 a 80 milhões. Uma boa graninha não?

Em 1954, uma torre de 150m metros, mais alta do que o Chrysler Building, foi proposta que para ser colocada no lugar do Grand Central. Ainda bem que não foi realizado. Novamente em 1968, o terminal estava quase indo a falência, e queriam mais uma vez demolir o edifício. Graças aos esforços de Jacqueline Onassis, o terminal foi mais uma vez salvo por sua diligência.

Em 1998, uma renovação foi feita que durou 12 anos, pois o teto estava complemente escuro e coberto de nicotina da fumaça de cigarros. Do lado do restaurante de Michael Jordan’s Steak House, você pode perceber no teto uma pequena área que está escura pois foi deixado intacto por restauradores para lembrar os visitantes da sujeira que uma vez cobriu a área.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2608/09

TKTS

TKTS

TKTS

Sem dúvida você já deve ter ido até a Broadway para comprar entradas para shows não? Então, a estrutura que está lá é razoavelmente nova. Novamente, um concurso de arquitetura onde dois arquitetos australianos, John Choi, and Tai Ropiha, tiveram a grande oportunidade de ver seu projeto concretizado.  Simples e  super bem elaborado, são os adjetivos que escolho para o TKTS = tickets.

Alcançando apenas 5 metros em seu ponto maior de altura, e com grandes letras vermelhas com mais de um metro e meio de altura, a estrutura custou um pouco mais de US$ 2 milhões. Nada mal.

Um excelente local para sentar nos degraus da escadaria, dar uma boa descansada e ver o mundo passar…

 

 

Por Vera Angelico | 0 comentários
2508/09

As mulheres de véu: mulheres veladas

Discovering the Veil

Discovering the Veil

No lindo museu sobre o qual escrevi ontem — Austrian Cultural Forum –  tem uma exposição maravilhosa de mulheres artistas mulçumanas. A maioria nasceu ou vive atualmente fora do país de origem, mas as obrigações à religião ainda são mantidas – em particular o uso do véu mulçumano. O nome da mostra: The Seen and the Hidden: [Dis] Covering the Veil, (O Visto e o Escondido: [Dis] Cobrindo o Véu) é conjuntamente provocante e assustador. Pois não acredito que haja nenhuma outra peça do vestiário que traga mais conotações do que ver uma mulher toda coberta no véu.

Agora época de verão em Nova York, tem estado muito calor por aqui – não posso deixar de mencionar de que o fato é bastante agravado pelo aquecimento global. De qualquer maneira, fiquei horrorizada outro dia quando vi uma moça andando na rua todinha coberta. Mal se conseguia ver seus olhos. Alias, o que não é tão incomum – as mulheres totalmente cobertas. Não posso negar de que me causa um grande mal-estar em pensar de que essas mulheres são obrigadas a usar essa vestimenta. E ao mesmo tempo um enorme alívio de viver num país onde tenho a liberdade de escolha.

É isso o que essa exposição expõe – uma realidade da qual estamos tão afastados, e ao mesmo tempo tão próximos com essa questão de globalização.  Esse é a grande força da arte – de nos confrontar com o que nos incomoda de uma maneira tal que nos leva a reflexão a desafiar nossas crenças.

A exposição só estará lá até o dia 29 de agosto.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2408/09

Austrian Cultural Forum

Austrian Cultural Forum

Projeto do austríaco Raimund Abraham, o Austrian Cultural Forum na 52nd Street,  tem somente 24 andares. Acontecimento incomum em Nova York, numa cidade onde os arquitetos estão sempre tentando fazer edifícios um mais alto do que o outro. Num terreno de somente 7,5 metros de largura por menos de 30 metros de fundo, Raimund teve a oportunidade de completar esse projeto que ganhou num concurso internacional onde participaram mais de 225 arquitetos do mundo inteiro.  A estrutura é simples — composta de concreto, com a fachada em vidro e zinco de cor acinzentada.

Uma das ‘jóias’ de Nova York, já faz algum tempo que esse prédio foi construído. Por alguma razão, nunca o vi incluído em listas dos melhores exemplos de arquitetura da cidade. No entanto, de forma discreta, o Austrian Cultural Forum é um excelente exemplo de projeto bem feito numa cidade onde é nem um pouco fácil de construir. Nova York é muito rigorosa em seus códigos de construção e por essa razão a maioria dos projetos acaba com um resultado esteticamente pouco desejável devido às condições exigidas serem tão restritas. Por exemplo, no caso do centro cultural, a cidade exigia que o prédio tivesse escada de acesso a incêndio. Todos os arquitetos competindo colocaram a escada do lado do edifício dificultando a resolução do projeto, sendo que a largura do terreno era somente de sete metros e meio. Num gesto intuitivo que revelou sua criatividade, Raimund colocou a escada no fundo do prédio, liberando assim sua fachada e dando um aspecto estético mais integrável à composição.

Se você tiver a oportunidade de dar uma olhada no livro de Raimund chamado (UN) Built, ele é um excelente desenhista e seus desenhos são maravilhosos. Ocorrência pouco comum atualmente nesse período onde arquitetos só usam computadores.

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2108/09

American Folk Art Museum: a jóia perdida na selva de pedra

American Folk Art Museum

American Folk Art Museum

American Folk Art Museum – outra jóia esquecida no meio da cidade, numa cultura que parece submersa num engrandecimento de quanto maior, melhor!  O que é a proposta contrária do American Folk Art Museum, que promove artistas americanos que são autodidatas e sua arte tem um estilo folclórico.

O museu fica do lado do MoMA na 53th Street e tem somente 25 metros de altura. Possui seis níveis intercalados de galerias com aproximadamente 2,800 metros quadrados, e foi projetado pelo casal de arquitetos Tod Williams & Billie Tsien.

A superfície na elevação principal dá um efeito ilusório, e é o resultado de um protótipo manual e consistente com a abordagem do museu que promove artistas que fazem artesanato. Para os três painéis na fachada foi utilizado um bronze branco moldado, nunca antes usado em arquitetura chamado Tombasil. O processo manual do bronze criou sulcos nos murais posicionados em ângulo, adicionando uma camada de detalhe à fachada.

Característica marcante dos projetos do casal Tod e Billie, é o constante trabalho de pesquisa procurando uma re-interpretação de materiais, fato não freqüentemente empregado em arquitetura. Isso é integral a todos seus projetos e o que distingue essa firma do resto dos escritórios de arquitetura nos EUA.

Como as galerias são empilhadas verticalmente, o museu é uma “rica experiência de circulação” de acordo com Billie. A intenção dos arquitetos era de criar espaços internos que são descobertos pausadamente – não numa leitura linear. No meio da escada que cobre os seis andares de galerias uma enorme clarabóia traz luz para o espaço interno.

O espaço interno foi muito bem pensado, e o lugar para todos os objetos expostos parecem ter sido arranjado para cada um individualmente. Na realidade, eu não duvido de que o casal tenha feito isso devido a diversidade de tamanhos das peças e da importância de sua colocação.

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2008/09

Morimoto mostra tecnologia avançada mesmo em seus detalhes

Morimoto

Morimoto Restaurant 

O Morimoto Restaurant foi inaugurado em 2006 e é projeto do arquiteto japonês Tadao Ando. O chefe Masharu Morimoto é conhecido como o deus das iguarias japonesas, e é também muito famoso aqui nos EUA onde sempre aparece em programas de televisão.

Como em quase todos os projetos de Tadao Ando, o restaurante tem uma aura meio zen-japonesa. Logo na entrada, tem uma divisória feita de garrafas de água empilhadas uma em cima da outra horizontalmente. Foram usadas 17,400 garrafas de meio litro para fazer a parede que brilha com uma maravilhosa iluminação azulada.

Agora o que vocês não podem perder são os banheiros. Nunca vi coisa igual — me disseram que é assim no Japão. Eu estive em Tóquio há muito tempo atrás, e acho que naquela época eles ainda não tinham essa tecnologia avançada. Mas na realidade, é muito divertido nem se for só para ir ao lavabo. Tem um painel ao lado do vaso (papo estranho para blog de arquitetura! mas em todo caso…) então, nesse painel tem 1001 botões para “enrirquecer” sua experiência. Levei um pessoal no restaurante outro dia que ficaram simplesmente encantados com a tecnologia japonesa.

A comida é excelente e tem sempre gente famosa jantando por lá. Um bocadinho caro, mas vale a pena!

O Morimoto Restaurant fica entre a 15th e a 16th Street na 88 10th Avenue.

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1908/09

O endereço mais cobiçado de NY

Frank Gehry IAC Building

West Side Highway in Chelsea, é atualmente o endereço mais cobiçado de Nova York. A foto acima foi tirada da High Line (blog do dia 17/07) e mostra o novo prédio (não tão novo – de 2007) de Frank Gehry. Do outro lado da rua quase terminado, um projeto do arquiteto francês  Jean Nouvel , e mais um em fase inicial do japonês Shigeru Ban. E outra – pertinho dali tem também o prédio residencial do Richard Meier, com residentes famosíssimos como Calvin Klein e Martha Stewart.  Imagine só!

Frank Gehry IAC Building

O prédio está lindíssimo nas fotos tiradas no final da tarde, com os tons do pôr-do-sol refletindo na fachada de vidro. Mas de perto, a estrutura é fria, mal acabada e parece ter aterrissado no terreno – como um disco voador. Não estou brincando. O primeiro andar parece desconectado do chão o que dá a impressão de que o arquiteto esqueceu de dar uma pesquisada no contexto do local. O que não é de se surpreender, pois é caso típico de nossa arquitetura contemporânea.  

À medida que você anda em volta do prédio, dá a impressão de que Frank tentou criar uma estrutura imitando as velas de um veleiro, ou uma cortina solta ao vento. Está bem claro nesse projeto que a atenção está todinha na superfície da construção. Novamente, acontecimento típico da mentalidade pós-modernista.

Quando você for dar uma olhada nas badaladas galerias do Chelsea, vá até lá dar uma checada no célebre Gehry e me diga sua opinião.

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1808/09

Museum of Arts and Design:MAD

Museum of Arts and Design

O museu Museum of Arts and Design (MAD), é a mais nova adição ao rol de museus na cidade. A firma de arquitetura Allied Works Architecture, sob liderança de Brad Cloepfil, foi a finalista de um concurso onde cinco arquitetos foram convidados a participar. Com o custo de 90 milhões de dólares o museu tem mais de 5, 000 metros quadrados.   

A famosa crítica de arquitetura, Ada Louise Huxtable, deu ao prédio original onde está atualmente o (MAD) que fica na Columbus Circle o apelido de Lollipop Building (prédio pirulito) por causa das colunas estruturais do primeiro andar.  

O projeto original construído nos anos 60 foi projeto do arquiteto Edward Durell Stone . No final de 1990, após inúmeros debates, o Lollipop Building foi tombado pelo patrimônio nacional. Dessa forma, foi necessário manter o prédio intacto para preservar a integridade do design. Assim, o arquiteto embrulhou (literalmente) a estrutura com 22, 000 ladrilhos de terracota com um acabamento meio esbranquiçado que muda de tom dependendo do angulo e da luz do dia.  Na abertura do museu, o projeto foi altamente criticado, em especial sua fachada. De uma olhada no que aconteceu com a formação das janelas. Na parte da frente elas formam as letras “H” e “E”, e a letra “I” do lado – HE e HI. Como arquiteta não existe nada pior (bem quase nada pior…) do que fazer um projeto que as pessoas reconhecem como letras ou um rosto. Uma vez quando eu estava no primeiro ano da faculdade, fiz uma elevação para uma casa que parecia um rosto – as janelas no segundo andar pareciam dois os olhos e uma longa janela na cozinha, que parecia a boca. Imagine o que passei com esse exemplo – nunca mais!

O projeto exteriormente deixa muito a desejar. Com a nova face de ladrilhos, esse prédio com todas suas controvérsias, os arquitetos não conservaram nenhuma das características da antiga estrutura. Por que não mudar a fachada se a imagem inicial não foi preservada?

Em todo caso, a parte interior do museu está mais bem pensada do que o exterior. Os arquitetos fizeram um design muito mais atraente na resolução dos espaços interiores. Por exemplo, as soluções para trazer luz natural para dentro das galerias são engenhosas e com muito bom gosto. As galerias são espaçosas facilitando a exposição dos trabalhos de arte.

Por Vera Angelico | 0 comentários
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