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2911/09

David Hockney: fez a fama e deitou na cama

hockney

O famoso pintor inglês David Hockney que já está com 72 anos, é claramente um dos casos típicos de alguém que fez a fama e deitou na cama. Expressão tipicamente brasileira que indica a condição dessa exibição no Chelsea.

Não pude tirar fotos, pois a galeria não deixou, mas coloquei acima uma imagem tirada do flickr.com onde deixam a gente publicar algumas fotos. O pintor inglês é muito famoso com suas pinturas de “Swimming Pool” (Piscina), nas quais trabalhou por muito tempo. Hockney fez parte integral do grupo de artistas em Londres dos anos 60, se tornado assim um símbolo cultural da época, muitas vezes retratando abertamente sua homossexualidade, ilegal naquele período na Inglaterra. Na realidade, um de seus quadros foi vendido há alguns meses atrás por $7.9 milhões de dólares. Daí dá para se ter uma noção da popularidade desse artista.

Já fazia algum tempo que ele não mostrava seu trabalho e essa mostra foi antecipadamente esperada por vários críticos. Com 14 telas em óleo, a galeria apresenta enormes paisagens do lugar onde Hockney atualmente mora na Inglaterra.

A conhecida crítica de arte do New York Times, Roberta Smith, uma vez alegou de que é “difícil de resistir o trabalho de Hockney ou mesmo de levá-lo a sério, pois ele somente toca a superfície da obra de arte, emprestando liberalmente de mestres anteriores.”

Com essa fama toda ele faz o que quiser em seu trabalho artístico. No entanto, essas telas enormes com cores fortes e grandes formas geométricas, são por um lado extremamente atraente o que pode ser enganador de primeira vista. Numa segunda análise, o trabalho parece que desmorona em seu próprio peso das cores fortes e formas abundantes.

Passei uns minutos olhando para um quadro, e foi muito interessante – ele cansa. As figuras geométricas tão familiares – círculo, cubo, retângulo – após alguns minutos não “dizem” mais nada além do fato de que são facilmente compreensíveis. Evento muito parecido com a condição na qual vivemos hoje em dia onde experiências necessitam ser intensas, pois estamos perdendo a possibilidade de perceber a sutileza dos eventos comuns do cotidiano. Visualmente as imagens têm que ser forte e quase chocante para nos tocar e passamos despercebidos da grandeza do dia-a-dia. Vivemos num momento que solicita fortes emoções beirando o ostentoso, pois estamos nos tornando insensíveis a sutiliza do belo e do sublime.

Os quadros estarão na Pace Wildenstein em Chelsea até dia 24 de dezembro.

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Por Vera Angelico | 0 comentários

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