Arte e Arquitetura em NY
  • Inicial
  • Contato
  • Quem Sou Eu

Na categoria Museu

1111/09

Samurai = “aquele que serve”

Art of the Samurai

Uma exposição maravilhosa está acontecendo no Metropolitam Museum of Art (MET) chamada Art of the Samurai: Japanese Arms and Armor, 1156–1868. 

Essa é a primeira exposição dedicada às artes do samurai, de acordo com o catálogo da exibição. A mostra focaliza nas armaduras e armas da época, como as espadas e alguns equipamentos de arco e flecha, assim como vários equipamentos eqüestres.

Procurei na Wikipédia (que sabe tudo!) sobre o samurai:

“Os samurais eram como soldados da aristocracia do Japão entre 1100 e 1867. Com a restauração Meiji a sua era, já em declínio, chegou ao fim. Suas principais características eram a grande disciplina, lealdade e sua grande habilidade com a katana (espada).”

Os objetos são todos por volta de 1156 até 1868, quando a cultura do samurai foi abolida e a maior parte é proveniente de coleções particulares.

Essa exibição é excelente para adultos e crianças também.

Tentei fazer em youtube bem rapidinho mas os guardas vieram atrás de mim dando bronca. Então achei melhor não colocar no blog. Daí fica a imagem acima da entrada.

Até dia 10 de janeiro de 2010.


Por Vera Angelico | 0 comentários
0911/09

Que tal um cafézinho no Soho?

La Colombe

Tem gente que jura que não tem melhor café do que o famoso Starbucks. Pois é… No entanto outro dia fui ao La Colombe no Soho e me disseram que não só o café é muito melhor, mas o ambiente muito mais charmoso. Como eu não entendo nada de café, tenho que acreditar nos sabidos. Me disseram que o Americano é fantástico! E outra – o atendimento super agradável também. E gostei muito do design do Colombe. Quem disse que Bigger is better (Maior é melhor) ?

Um projeto da firma de arquitetos de Nova York, OBRA Architects, combina uma simplicidade de detalhes com uma riqueza de formas, tornado o local aconchegante. Apesar de ser bem pequenininho, não tive a sensação de estar num espaço apertado. Para trazer mais luz natural dentro do ambiente, os arquitetos fizeram a fachada quase toda de vidro e na entrada deram um toque criativo arredondando na porta.

O La Colombe fica na 270 Lafayette Street entre a Spring e a Prince Street.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0711/09

El Museo del Barrio

El Museo del Barrio

Após uma extensa renovação que custou 35 milhões de dólares, o El Museo Del Barrio abriu as portas no mês passado para celebrar seu quadragésimo aniversário. Criado por um porto-riquenho que queria um lugar para mostrar peças de arte de seu país, o museu hoje é um importante marco cultural para a arte latino americana.

O diretor do museu disse que há dez anos atrás, eles estavam recebendo uma média de 20,000 visitantes por ano. No ano passado, tiveram mais de 120, 000 pessoas, e ele prevê que esse número certamente duplicará no ano que vem.

A renovação aumentou as salas de exibição e marcou um ponto de entrada para o prédio com uma fachada de vidro combinando com tiras de madeira de ipê. Os arquitetos também deram um toque bem colorido com alguns ambientes dentro do museu. Cor de laranja para a livraria e a cafeteria e portas verde-limão para o auditório!

Essa visita me fez pensar que talvez esteja na hora de termos um lugar para patrocinar nossa arte brasileira. Poderia ser uma combinação de música, arte, teatro, arquitetura (é claro) e tudo que é relacionado com arte. Sem dúvida, de que como o El Museo diz que o museu é para arte da América Latina. Sabemos, sem pretensões elitistas, de que nosso passado histórico é bem diferente do resto do continente e por essa razão nosso legado tem um diferente “sabor.”

Já imaginou que ótimo um lugar para mantermos um acervo de nossa arte? Um elo para os brasileiros vivendo fora e para os americanos entenderem um pouco mais de nossa cultura. E então — o que vocês acham? Se alguém estiver lendo esse blog, por favor, me dê sua opinião, tá bom?

Por Vera Angelico | 0 comentários
0111/09

Central Park no outono

Central Park

Se você estiver por aqui esse fim de semana vá até o Central Park. Está lindo! E essa beleza passa rápido – bate uma chuvinha e as folhas caem todas.

O youtube foi feito na sexta-feira passada dia 29.

Por Vera Angelico | 0 comentários
3110/09

Bill Viola: Corpos de Luz

Bill Viola

Numa rápida visita ao Chelsea outro dia, vi os vídeos de Bill Viola: Bodies of Light, na James Cohan Gallery.

Eu creio que Bill seja um dos primeiros artistas a trabalhar com vídeo desde o começo de 1970. O tema que ele abrange é sempre relacionado a aspectos emocionais em geral com temas vinculados a um profundo questionamento sobre o significado da vida.

O vídeo mais significativo da mostra para mim foi um onde um casal passa lentamente por um jato de água se aproximando do observador e daí dá a volta e caminham no sentido oposto nos dando as costas. Bill disse numa entrevista que está procurando a revelação daqueles momentos onde passamos por transformações incríveis do Eu maior, e uma “nova luz nos acorda.” Essa é sua intenção nesse vídeo – o casal passa pelo limiar do jato de água para depois voltar – onde a vida e a morte se entremeiam. Seu trabalho revela essa tênue linha entre o finito e o infinito num vai e vem sem fim.

Gostei muito – não percam!

Até dia 19 de dezembro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1510/09

Maelstrom: Turbilhão

Roxy Paine

Roxy Paine, um artista americano, criou uma escultura de 40 metros de comprimento por 14 metros de altura, feita com 10.000 pedaços de aço inoxidável e que pesa mais de sete toneladas. O nome da peça é Maelstrom (Turbilhão), e está no teto do Metropolitan Museum of Art. Um crítico de arte se referiu a Paine como o rei de Midas com o toque mágico – só que com aço inoxidável em vez de ouro!

Maelstrom (2009) é maior e o mais ambicioso trabalho do artista até hoje. Para essa escultura, Paine disse que baseou-se no sistema de rede dos vasos sanguíneos, e tubos de encanamento industrial. Na realidade, a escultura parece uma árvore que foi derrubada num dia de uma grande tempestade.  Chegando mais perto de Maelstrom, vocè verá que o escultor deixou as juntas soldadas do conjunto inacabadas, o que realça de certo forma a tensão entre o aspecto natural e artificial do mundo em que vivemos — um toque muito interessante.

A escultura colocada tem como fundo o Central Park e seu cenário arquitetônico, o que faz a instalação interagir com o meio ambiente de uma forma que não consigo imaginá-la em nenhum outro contexto.

O que “salva”, ou melhor, o que ajuda muito essa escultura é sem dúvida a paisagem do parque com os prédios de Nova York. Um final de tarde com o por de sol então, é a pedida certa para ver essa instalação. No dia que estive lá, um gavião ignorando a multidão, pousou num dos troncos da árvore de aço – foi um show total.

Outra coisa – cuidado para não tropeçar e cair no meio dos “galhos.”

Até dia 25 de outubro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1310/09

Música toda 4a. feira

St Bartholomew Church

Saindo um pouco do tradicional blog sobre arte e arquitetura, aqui vai uma dica para os amantes da música. Se você estiver por volta da Park Avenue com a 51th Street na quarta feira às 13:15 não perca o concerto que tem na igreja de St. Bartholomew Church.

Não se esqueça: toda 4ª. feira às 13h15min. e com um repertório bastante variado. Semana passada um cravista italiano tocou o instrumento medieval cravo, ou também conhecido como Cembalo, Clavicenbalo (italiano), Harpsichord (inglês), e Clavecin (francês).

Muito lindo — a igreja e a música juntos dão um tom mágico à sua visita. E quando sair do concerto tem um restaurante muito gostoso do lado da igreja.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1210/09

O’Keeffe: além das flores e paisagens

Georgia O'Keeffe

Com mais de 130 obras expostas no Whitney Museum of Art, Georgia O’Keeffe, é a maior sensação do momento, conjuntamente com o Metropolitan Museum of Art e a exposição de Vermeer (se quiser dê uma olhada no blog de 10 de outubro).  Muitos criticam seu trabalho como kitsch e comercial, parecendo decoração para papel de parede. No entanto, outros como a curadora do museu acha que essencialmente, O’Keeffe, foi uma artista abstrata. E é essa a ênfase da exibição. A maioria dos trabalhos na mostra são os abstratos que por muito tempo caracterizaram a arte de O’Keeffe. O que é surpresa para muitos, pois a opinião geral é de que a artista pintou apenas flores e paisagens.

“Queremos argumentar que Geórgia O’Keeffe criou um corpo de trabalho abstrato fantasticamente radical, e que estava a frente da maioria de conceitos de vanguarda da época,”disse a curadora do museu.  

Em 1916, sem O’Keeffe saber, uma amiga da artista mandou seus desenhos em carvão, ao então famoso fotógrafo Alfred Stieglitz, que tinha uma galeria de arte em Nova York. Ele gostou tanto de seu trabalho que fez uma exposição exclusiva para ela e tornando assim O’Keeffe famosa.  Na exposição tem algumas das fotos que em 1921 Stieglitz tirou de O’Keeffe.

Sem dúvida, de que O’Keeffe foi uma vanguardista em muitos aspectos. Suas abstrações mostram uma vitalidade e audácia inédita nesse período. O uso das cores e as formas abstratas não viriam à tona até mais tarde com Barnett Newman e Mark Rothko, os grandes mestres do expressionismo abstrato.

Georgia O’Keeffe: Abstraction vai até dia 17 de janeiro de 2010.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1010/09

Obra prima de Vermeer no MET

http://www.flickr.com/photos/seamlesswhole/ / CC BY-NC-ND 2.0

 Vermeer

 Uma faladíssima exposição do quadro mais famoso de Johannes Vermeer está no Metropolitan Museum of Art (MET). Vermeer’s Masterpiece: The Milkmaid é o nome da mostra. Dizem ser essa tela a obra prima da curta carreira de Vermeer que morreu aos 43 anos em 1675 na cidade de Delft, na Holanda. Na realidade, ele só pintou 36 quadros enquanto vivo.

A razão da mostra é para celebrar os 400 anos da chegada do holandês Henry Hudson à ilha de Mannahata em 1609. O MET possui cinco das telas de Vermeer e elas estão presentes nessa exibição.

Quando essa pintura foi feita, em 1657, milkmaids tinham a reputação de serem ‘sexualmente disponíveis,’ e o quadro realça essa intenção com vários símbolos. Por exemplo, no rodapé do lado direito num dos azulejos, vê-se claramente o sugestivo desenho de um cupido.      

“O que temos aqui é uma empregada que é tratada de forma digna e heróica”, diz Walter Liedtke, curador do MET de pinturas européias, que organizou esta mostra, “e essa tela evoca uma domesticidade quieta e obediente.”  

Vermeer não teve uma formação acadêmica e aprendeu a pintar observando as obras dos grandes mestres.  Liedtke define essa obra como “seu primeiro trabalho maduro”. A Milkmaid feita em 1657-58, mede somente 45 por 41 cm e mostra as características de luz e sombra que tornou Vermeer tão conhecido. Vermeer tinha um jeito especial de criar uma atmosfera de luz e sombra, e enche esta pintura com o brilho da luz vindo de uma janela (note que o vidro da janela está quebrado). Essa tela revela também a perícia técnica do jovem artista que na época estava apenas com 25 anos de idade.

Suas obras tendem a “hipnotizar o espectador, independentemente do que eles sabem sobre o assunto”, diz o curador da mostra. Existe uma relação semi- voyerista entre espectadores e esta jovem mulher, e a composição triangular da figura mostra uma sofisticação artística por parte do pintor.

Visto de um ângulo baixo em toda a sala, como se por um observador oculto, a milkmaid de Vermeer é um trabalho fascinante- uma heroína perdida em um sonho. O avental azul sob sua saia vermelha, o leite brilhante derramando de suas mãos, a luz sutil da janela ao lado dela criando uma atmosfera de sensualidade que de certa forma entra em discordância com a banalidade da cena. Afinal, ela é apenas uma ajudante doméstica preparando a refeição matinal.

Nessa fase de quanto maior melhor – é bom ver uma exposição mais modesta, e onde a qualidade foi mais importante do que a quantidade. Como eles dizem por aqui – refreshing (refrescante)! Mas se você quiser ver mais Vermeers vá até o Frick Collection pertinho do MET, pois eles têm mais três telas do artista.

Até dia 29 de novembro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0810/09

As silhuetas de Kara Walker

Kara Walker

Continuando nossas andanças pelas ruas de Chelsea, vá ver as silhuetas de Kara Walker que são muito famosas. Lembram um pouco dos anúncios da Apple para seus produtos – já viu?

Sua exposição está na Sikkema Jenkins & Co. na 22nd Street onde ela aborda sem medo um de seus temas principais —  racismo. As figuras cortadas em papel preto com fundo branco (todo mundo é preto em suas instalações, interessante não?) e aplicadas diretamente nas paredes do local de exibição fazem forte referência a opressão, e sexualidade. 

Suas imagens revelam visivelmente o sofrimento que a segregação de raças provocou e ainda está causando entre povos e países. Seus cutouts compõem uma narrativa que mostra a violência e questiona a posição da mulher, em especial da mulher preta americana. Nada escapa a Kara – ela explora de forma muito elegante a questão da desigualdade social, tão aparente e tratada com tamanha covardia nesse país e afora.

Até dia 17 de outubro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
Página 5 de 10« Primeira...«34567»...Última »

Twitter

    @vangelico

    Tags

    Arquitetura Arte Beaux-Arts Bryant Park Central Park Chelsea Chelsea galleries Columbus Circle Diller Frank Gehry Frick Collection Guggeinheim Museum James Cohan Gallery Jean Nouvel Kara Walker Madison Square Park Maya Lin McKim Mead and White MET Metropolitan Museum of Art MoMA Morgan Library Museum of Arts and Design performance art Richard Serra Rockefeller Center Scofidio Soho Sol LeWitt sustentabilidade Tadao Ando The Cooper Union The Ego and the Id Thom Mayne TKTS Tod Williams Union Square Vik Muniz Walter Riedweg Warren & Wetmore Washington Roebling Waste Not Whitney museum William Van Allen

    Categorias

    • Architecture
    • Arquitetura
    • Arte
    • Museu
    • Uncategorized

    Citação

    Loading Quotes...

    Blogroll

    • Grameen Foundation 0

    Powered by Wordpress
    Tema personalizado de Wordpress por xCakeBlogs