Arte e Arquitetura em NY
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1912/09

Velásquez Redescoberto

Velásquez

Velásquez rediscovered, é o nome da exposição de Velásquez no Metropolitan Museum of Art (MET). Uma sala pequena onde somente alguns quadros do artista estão expostos com uma extensa explicação do processo que levou a grande descoberta do quadro do mestre.   

De acordo com o catálogo do museu, inicialmente pensaram que a tela fosse autoria de Van Dyck, depois da oficina de Velásquez e agora finalmente estão certos de que se trata de um autêntico Velásquez.

A melhor parte é que temos a oportunidade de realmente apreciar esse quadro; de um lado da tela restaurada, tem o famoso escravo descendente de mouros executado pelo artista Juan de Pareja, (infelizmente não pude tirar foto do quadro) e do outro lado um quadro pintado pela oficina de Velásquez que tenta em vão imitar com grande esforço o que mestre Velásquez fez com tanta facilidade.

Como dizem por aqui, a sensação é refreshing = refrescante de poder ir a um museu enorme como o MET e não se sentir saturada em termos visuais com aquelas exibições ostentosas com tantos trabalhos que saímos de lá meio tontos. Essa mostra é bem mais modesta dando tempo para realmente degustar as telas expostas.

Até dia 7 de fevereiro de 2010.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1512/09

Flatiron Building: ferro de passar de Nova York

 Flatiron Building

Quando foi terminado em 1902, o Flatiron Building em Nova York era o mais alto da cidade. O Flatiron Building está localizado na 5ª Avenida com a Broadway, e é considerado um dos primeiros arranha-céus construído em Nova York. Sob sua conclusão em 1902 era um dos edifícios mais altos da cidade.

O prédio situa-se num bloco triangular e foi projetado pelo arquiteto Daniel Burnham de Chicago no estilo Beaux-Artes. O estilo arquitetônico Beaux-Arts, originado da Escola de Belas Artes de Paris, combina influências gregas e romanas com idéias renascentistas. É um estilo muito ornamentado, com muitas colunas, flores, estátuas, etc.

O formato do edifício é sem duvida devido ao contorno do lote, e o nome Flatiron, vem do ferro de passar pois tem o mesmo formato.

Fato curioso — devido ao ângulo utilizado no projeto, quanto está ventando muito em volta do prédio, o vento causa o efeito “Marilyn Monroe,” levantando as saias das mulheres passando, atraindo muitos homens ao local. É claro, que isso foi sucesso há mais de cem anos atrás. Ridículo para os dias de hoje!

Sem dúvida, o Flatiron é um dos meus favoritos da “cidade que nunca dorme.”

Por Vera Angelico | 1 comentário
1112/09

Lever House se veste no estilo vitoriano

Lever House

Se você estive passeando pela Park Avenue e passar em frente da Lever House que fica entre a 53 e a 54, verá que todas as colunas estão cobertas com um desenho diferente. Até o chão dentro do lobby do prédio está com algumas partes cobertas com desenhos de padrões diferentes.

A Lever House foi construído em 1952 como sede para a Lever Company, a indústria de sabonetes e de detergente, e este edifício de escritório de 24 andares foi o primeiro feito todo de vidro e aço inoxidável na Park Avenue.  Um projeto do arquiteto Gordon Bunshaft, cuja intenção era de projetar um edifício que transmitisse uma imagem de limpeza e o espírito de modernidade prevalente na época.  

Dentro dos padrões modernistas do momento, o prédio foi colocado sobre pilotis, criando um grande saguão com um pátio adjacente aberto ao público.  Por volta de 1990, o edifício foi renovado e um jardim de escultura com trabalhos do artista Isamu Naguchi foi adicionado. O saguão do prédio foi remodelado para incluir um espaço público de arte apresentando exposições de arte contemporânea.

O trabalho que está lá agora é do artista inglês Richard Woods. Ele usou os motivos das famosas tapeçarias de William Morris, o inglês da era vitoriana, para criar um contraste com as linhas modernas da edificação.

Você poderá ver as “colunas embrulhadas” até dia 15 de janeiro de 2010.

A escultura do gatinho com lacinho na cabeça é do artista Tom Sachs chamada “Wind-Up Hello Kitty (2008).” É feita de bronze e depois pintada de branco. Essa ficará por lá por algum tempo.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0712/09

Rockefeller Center está pronto para receber Papai Noel

Rockefeller Center Xmas

Não me canso de dizer que a cidade se transforma para as festividades de fim de ano. Outro dia, fui ao Rockefeller Center para dar uma olhada nas decorações de Natal. Está tudo tão lindo — parece até meio mágico. Fiquei encantada. 

Saks Fifth Avenue Xmas Window

Uma mostra da vitrine da Saks Fifth Avenue que fica do outro lado da rua. Todo ano a loja faz uma decoração super bem elaborada para o final de ano. Vá com paciência pois tem uma fila enorme para ver tudo de perto.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0512/09

Teresita Fernández tenta agitar seu trabalho usando chumbinhos

Teresita Fernández

Estou muito interessada na nova tecnologia de nanotubos de carbono, então quando li a respeito dessa instalação toda feita de grafite, ou chumbo (que é um derivado do carbono) fui rapidinho dar uma olhada na galeria em Chelsea. No entanto para minha decepção não tem nada a ver com meu interesse em nanotecnologia.

Teresita Fernández , nasceu em 1968 em Miami e atualmente mora no Brooklyn. Para essa exibição, Teresita moldou milhares (sem exagero) de chumbinhos e colocou nas paredes da galeria, num formato ondulado imitando as ondas do mar. Ela enfatizou as marcas de sombra que os objetos modelados formam com um borrão de lápis dando um aspecto meio surreal ao contexto geral da exposição.  

Achei a exibição “bem comportada” e sem trazer nada de novo nesse mercado saturado com uma atitude de vale tudo.

A instalação ficará na Lehmann Maupin até dia 19 de dezembro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0212/09

Bryant Park se transforma para o inverno

Bryant Park

Mesmo se você não souber patinar (como eu) não deixe de ir dar uma passeada no Bryant Park. Compare com o blog que fiz no verão (13 de agosto) e veja a transformação.

Com a chegada do Natal, o parque fica muito festivo e alegre. Várias lojinhas foram montadas ao redor do grande centro de patinação e tem muita coisa para comprar. De roupa de nenê até pipoca para provar, você acha por lá.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2911/09

David Hockney: fez a fama e deitou na cama

hockney

O famoso pintor inglês David Hockney que já está com 72 anos, é claramente um dos casos típicos de alguém que fez a fama e deitou na cama. Expressão tipicamente brasileira que indica a condição dessa exibição no Chelsea.

Não pude tirar fotos, pois a galeria não deixou, mas coloquei acima uma imagem tirada do flickr.com onde deixam a gente publicar algumas fotos. O pintor inglês é muito famoso com suas pinturas de “Swimming Pool” (Piscina), nas quais trabalhou por muito tempo. Hockney fez parte integral do grupo de artistas em Londres dos anos 60, se tornado assim um símbolo cultural da época, muitas vezes retratando abertamente sua homossexualidade, ilegal naquele período na Inglaterra. Na realidade, um de seus quadros foi vendido há alguns meses atrás por $7.9 milhões de dólares. Daí dá para se ter uma noção da popularidade desse artista.

Já fazia algum tempo que ele não mostrava seu trabalho e essa mostra foi antecipadamente esperada por vários críticos. Com 14 telas em óleo, a galeria apresenta enormes paisagens do lugar onde Hockney atualmente mora na Inglaterra.

A conhecida crítica de arte do New York Times, Roberta Smith, uma vez alegou de que é “difícil de resistir o trabalho de Hockney ou mesmo de levá-lo a sério, pois ele somente toca a superfície da obra de arte, emprestando liberalmente de mestres anteriores.”

Com essa fama toda ele faz o que quiser em seu trabalho artístico. No entanto, essas telas enormes com cores fortes e grandes formas geométricas, são por um lado extremamente atraente o que pode ser enganador de primeira vista. Numa segunda análise, o trabalho parece que desmorona em seu próprio peso das cores fortes e formas abundantes.

Passei uns minutos olhando para um quadro, e foi muito interessante – ele cansa. As figuras geométricas tão familiares – círculo, cubo, retângulo – após alguns minutos não “dizem” mais nada além do fato de que são facilmente compreensíveis. Evento muito parecido com a condição na qual vivemos hoje em dia onde experiências necessitam ser intensas, pois estamos perdendo a possibilidade de perceber a sutileza dos eventos comuns do cotidiano. Visualmente as imagens têm que ser forte e quase chocante para nos tocar e passamos despercebidos da grandeza do dia-a-dia. Vivemos num momento que solicita fortes emoções beirando o ostentoso, pois estamos nos tornando insensíveis a sutiliza do belo e do sublime.

Os quadros estarão na Pace Wildenstein em Chelsea até dia 24 de dezembro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2311/09

Nouvel à la Mondrian

Jean Nouvel

Os chamados ultra-ricos agora têm mais uma alternativa para formarem sua residência. É o novo prédio residencial do arquiteto francês Jean Nouvel. Do lado do prédio recentemente acabado do também ultra-famoso Frank Gehry (blog do dia 19 de agosto) o novo prédio de Nouvel lidera agora as páginas dos jornais americanos.

Uma estrutura de vidro, aço, e concreto, o novo edifício tem 21 andares com 72 apartamentos, que variam em tamanho de 90 a 500 metros quadrados e com preços de $1.600.000 a $22.000.000 dólares. Fazendo as contas, o povo está pagando entre $18.000. e $44.000. dólares o metro quadrado! É muita grana!

Dei uma olhada no site e na planta baixa dos apartamentos, e para dizer a verdade, achei os apartamentos mal concebidos – os espaços não parecem fluir e quase todos tem um longo corredor que leva a sala de estar. Numa cidade caríssima como Nova York, é um grande desperdício gastar dinheiro em corredores. 

Pois é – apartamento feito pelo Jean Nouvel dá muito status. Sua ascensão a fama começou com o L’Institut du Monde Arabe em Paris em 1988. Fui visitar o instituto numa visita a Paris em 1994 e não me deixaram entrar por questões de segurança, mas pude admirar a fachada que o tornou conhecido mundialmente. A frente do prédio foi feita de vidro blindado e uma tela metálica com um mecanismo que abre e fecha de acordo com a intensidade da luz entrando na estrutura. Essa tela forma motivos geométricos numa lembrança da arquitetura islâmica. O efeito é realmente estupefante. Nouvel mostrou sua sensibilidade quando cruzou as barreiras históricas (tradição do Islã e tecnologia do século XX) e apresentou uma abordagem contextual à estrutura.  

Para o projeto em Chelsea, o arquiteto alega ter desenhado uma fachada de vidro que utiliza a tecnologia mais avançada no mercado, e o primeiro prédio desse tipo na cidade de Nova Iorque. Com uma leve curvatura, a fachada tem quase 1.700 vidraças de tamanhos diferentes e colocados em ângulos variados. Parece com a famosa tela de Piet Mondrian – a Broadway Boogie Woogie de 1942. 

Nessas alturas eu só estou pensando no pessoal que teve que detalhar esse projeto – um manual de construção. Só arquitetos realmente sabem como dá trabalho fazer os desenhos de construção.

Acho que posso dizer com total convicção de que o arquiteto francês é muito chegado na superfície de seus projetos. Como diria em inglês ele é do tipo skin deep – não vai muito fundo. O negócio dele é conceber fachadas.

Outro “detalhe” importantíssimo para o dia de hoje – li em algum lugar que esse projeto foi LEED certified, que indica que esse projeto adotou medidas para conservar o meio ambiente. Espero que essa informação seja correta. Hoje em dia deveria ser proibido construir qualquer estrutura que não honre medidas básicas para preservar nosso planeta.  

Quando você estiver em Chelsea dê uma olhada no imóvel que fica na 100 Eleventh Avenue.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1911/09

Recess: hora do recreio

Recess

Olhem só que charme do jeito que os arquitetos usaram o bambu para sentar e andar no Recess. Álias, um nome que cabe muito bem a esse novo lugar de encontro na University Place com a 10th Street próximo da Union Square.

A tradução mais próxima de Recess é recreio, e é onde você pode tomar um cafezinho no inverno para esquentar, ou sorvete no verão.

Um lugarzinho pequeno, mas bem projetado em seus detalhes. Como o famoso arquiteto Ludwig Mies van der Rohe costumava dizer:” God is in the details.” Deus está nos detalhes. E parece que com esse princípio em mente, o arquiteto Julio Salcedo da firma de arquitetura scalar Architecture, desenhou essa casa de café. Na realidade, são nesses detalhes que o projeto passa de um design medíocre a uma expressão significativa do espaço utilizado. É uma pena que esse tipo de atenção seja uma rara habilidade da maioria dos designers de hoje.

Por exemplo — da forma que o arquiteto usou bambu no espaço interno, a iluminação, ou o revestimento das janelas – são os detalhes que dão um toque estético ao ambiente o tornando agradável e aconchegante. Toda vez que passo pelo Recess, está sempre cheio de gente. É um lugar que dá vontade de ficar.  A utilização que fizeram do bambu é muito interessante – não só é um excelente material para o meio ambiente, mas da forma como improvisaram o material com estrias em tons de madeira clara e escura dando textura à superfície.

O Recess fica na 60 University Place.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1611/09

Time Warner no Natal

Columbus Circle

Eu acho que não tem coisa mais bonita do que a Big Apple no Natal. Uma excelente pedida é dar um pulo no Columbus Circle e dar uma olhada nas luzes de Natal no Time Warner Building.

Está tudo muito lindo — as luzes mudando de cor, a música e o povo todo andando em volta dão um toque mágico ao lugar!

Por Vera Angelico | 0 comentários
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