Uma lágrima no limiar dos tempos
Uma lágrima no limiar dos tempos… foi como o poeta indiano Rabindranath Tagore descreveu o Taj Mahal, que significa a Coroa de Mahal. Assim sendo, depois de passar quase três semanas na India e ter visto esse maravilhoso monumento a única que posso fazer é compartilhar com vocês essa experiência magnífica que é esse enorme mausoléu dedicado ao amor.
Percebi um fator interessante quando vi o Taj Mahal em pessoa. O Taj é uma das poucas estruturas arquitetônicas que se parece muito com as fotos que vi em livros – o que é um fato raro. É extremamente difícil encontrar representações gráficas que justifiquem a ausência da presença física. Em geral, critico aqueles que se baseiam nas fotos para opinionar sobre prédios famosos sem nunca o terem visitado. Acredito o Taj ser o primeiro exemplo de uma arquitetura que é muito fotogênica!
Imagine que sua grande cúpula que domina visualmete o complexo dizem ser costurada com fios de ouro – será que é verdade?
Então aqui vai um pouquinho do histórico do lugar — o Taj Mahal é um mausoléu situado em Agra, uma cidade da Índia localizada quatro horas de trem da capital, Nova Deli. Este enorme edifício rematado com cúpulas foi construído em estilo indo-islâmico, onde se usou mármore branco e gemas incrustadas.
A obra foi feita entre 1630 e 1652 com a força de cerca de 20 mil homens, trazidos de várias cidades do Oriente, para trabalhar no sumptuoso monumento que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, a quem chamava de Mumtaz Mahal , A jóia do palácio. Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna.
Assim, o Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Corão. É incrustado com pedras semipreciosas, tais como o lápis-lazúli entre outras. Supõe-se que o imperador pretendesse fazer para ele próprio uma réplica do Taj Mahal original na outra margem do rio, em mármore preto, mas acabou deposto antes do início das obras por um de seus filhos.
A entrada principal, a “darwaza”, é um edifício monumental construído também em pedra vermelha. As suas arcadas repetem as formas do mausoléu, e incorporam a mesma caligrafia decorativa. Se utilizam decorações florais em baixo-relevo e incrustações. As paredes e os tetos abobadado apresentam elaborados desenhos geométricos, similares aos que existem em outros edifícios do complexo. Originalmente a entrada fechava-se com duas grandes portas de prata, que foram desmontadas e fundidas em 1764.














