Arte e Arquitetura em NY
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Na categoria Arte

0506/10

Martin Creed

Martin CreedMartinCreed

A galeria Gavin Brown’s enterprise  (GBE) apresenta uma exposição do inglês Martin Creed inaugurando o espaço recém renovado.

Nessa exposição, Creed criou uma instalação titulada Work No. 1051, refazendo o chão da galeria com um arranjo de mais de 100 tipos de mármores em listras de cores e texturas variadas. As paredes estão vazias e o foco do trabalho são as listras. A intenção de Martin é provar a tese de que “trabalhos devem ter espaço para incluir as pessoas.” Sem dúvida de que com a galeria totalmente vazia há espaço de sobra para os visitantes… 

O trabalho de Martin é em geral classificado de minimalista pelos críticos de arte. Sua ascensão a fama ocorreu em 2001 quando ganhou o Turner Prize , o cobiçado e prestigioso prêmio que dão anualmente a artistas ingleses.

Eu como arquiteta não consigo deixar de pensar de que essa instalação seria uma excelente pedida para um showroom de vendedores de pisos de mármore. Então se alguém está procurando alternativas para pisos, esse trabalho vem a calhar!

A instalação encerrará no dia 19 de junho. Poderiam deixar com o piso como está — por que não?

Por Vera Angelico | 0 comentários
2605/10

MET está ainda mais alto com esse casal de gêmeos na cobertura

bambúMet

Convidados pelo Metropolitan Museum of Art para criar uma instalação para sua cobiçada cobertura, os gêmeos Mike e Doug Starn (nascido em Nova Jersey em 1961) apresentam seu novo trabalho, Big Bambú: You Can’t, You Don’t, and You Won’t Stop (Bambú Grande:  Você Não Pode, Você não Faz, e Você não Para).

A estrutura monumental de bambu — medindo 30 metros (100 pés) de comprimento, 15 metros (50 pés) de largura e de altura — toma a forma da crista de uma onda e ultrapassa ser categorizado como escultura, arquitetura, ou mesmo performance. Os visitantes testemunham a criação continuada e o desenvolvimento dessa instalação. Sua construção continuará até o final de agosto (o verão daqui) e está sendo erguido por uma  equipe de artistas e de alpinistas. Com o Central Park com seu pano de fundo urbano, Bambú Grande sugere a complexidade e energia de um organismo de vida em constante mutação.  

Bambú grande é uma crescente e vasta rede variável de 5,000 bambus encaixados e variando de 9 a 12 metros (30 a 40 pés) de comprimento, amarrados com 80 km (50 milhas — é muita corda!) de corda de nylon. Continuará a ser construído durante toda a duração da exposição. Os artistas e alpinistas estão construindo a porção do lado leste do museu que já está com 15 metros (50 pés). Até o final de agosto, é esperado que o lado oeste da escultura terá aproximadamente 40 pés de altura. Um sistema interno de trilhas está sendo desenvolvido junto com a estrutura, facilitando seu progresso.   

Doug Starn declara: “A razão que nós tivemos que fazer esa instalação tão grande é para nos fazer sentir pequeno – ou ao menos nos acordar ao fato de que individualmente não somos tão grandes. Uma vez que estamos conscientes de nossa verdadeira estatura podemos sentir uma parte de algo muito mais vasto que nós jamais poderiamos ter sonhado”.

O trabalho personificará uma natureza contraditória: está completo, mas é sempre inacabado. Trabalhar na escultura enquanto a exposição está aberta ao público, os artistas e as equipes de alpinistas (seis a vinte que estarão presentes durante fases diferentes do projeto) fornecerão visitantes uma oportunidade rara de experenciar esse trabalho enquanto se desvela.

“É uma estrutura temporária, mas também é uma escultura—não uma escultura estática, é um organismo do qual nós fazemos parte ajudando a mexer junto,” disse Mike Starn. “Construiremos uma vista diagramática de uma onda constantemente em movimento—nosso crescimento e mudança permanece invariável, é constante e inalterado”.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1205/10

Batendo o pé no Bryant Park

walk the walk

“Walk the Walk” é uma expressão popular em inglês que significa que você faz o que diz, ou melhor, você é consistente em sua palavra. Então a tradução fica difícil no caso dessa “performance” que está acontecendo no Bryan Park. Pois na realidade a tradução literal seria “Andar o Passeio,” o que soa estranhíssimo.

“Walk the Walk” é o trabalho da artista Kate Gilmore feito de um cubo de madeira pintado amarelo medindo aproximadamente 3 metros por 3 metros, onde sete mulheres vestidas também em amarelo — e quando está mais frio, malhas cor-de-rosa brilhantes — andam com passos decididos ao redor do topo do cubo numa altura de 2,5 metros.

Basicamente, o trabalho é a representação de uma típica interseção do centro de Manhattan — que por sinal é onipresente em toda região. O ato também tem um aspecto de som-arte: quando você está dentro do cubo dá para ouvir a percussão desses sete pares de pés ambulantes, em seus saltos de marfim (todas usam sapatos beges); pisar ocasional de pés que falam das frustrações urbanas.  

A performance pode ser vista das 8:30 da manhã até 6:30 da tarde todos os dias, hora típica do trabalhador da ilha de Manhattan, procurando expor a energia urbana e frenética da cidade. Num zig-zag agitado, as sete mulheres chocam-se algumas vezes, para imediatamente recuperar o foco e determinação, e retomar seu passo.

A cor amarela, que faz o pedaço visível bem longe, também sugere a alegria antecipada dos funcionários dos escritórios ao redor, especialmente mulheres. 

Só estará lá até o dia 14 de maio.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2604/10

Dicas do outro lado do Equador

Estou passando uns dias na maravilhosa Sao Paulo (com um laptop que nao tem teclado para acentos!) e aqui vao algumas dicas daqui.

Fui a Pinacoteca do Estado de Sao Paulo  onde e’ um grande prazer em rever a muito bem feita intervencao arquitetonica de Paulo Mendes da Rocha. Algumas obras de Candido Portinari e uma exposicao  bem documentada de nossa historia dos seculos XVII e XVIII.

Outra dica para um domingo de manha – a missa das 10 no Mosteiro  Sao Bento de Sao Paulo que tem canto gregoriano — comovente…

Por Vera Angelico | 0 comentários
1504/10

Marlene Dumas: contra a parede

Marlene Dumas

Marlene Dumas é considerada uma das pintoras mais importantes de hoje – é o que diz o folheto oferecido pela galeria. No entanto aqui nos EUA ela não é tão famosa como na Europa.

Marlene nasceu na África do Sul e suas pinturas freqüentemente revelam suas experiências com apartheid. Atualmente vive e trabalha na Holanda há mais de trinta anos. Seus quadros têm em geral uma conotação política, onde ela expõe suas experiências pessoais, fazendo referências históricas. Seu trabalho é caracterizado por uma técnica sensual e gestual que é também rápida, meio inacabada, como se ela estivesse querendo captar o âmago do assunto em questão, e interessada somente no necessário.

Nessa exposição suas pinturas claramente integram temas complexos e variam desde assuntos sobre segregação, erotismo, ou, mais acentuadamente, a política. Os trabalhos nesta exibição desenvolveram-se principalmente de imagens de jornal documentando nos conflitos entre Israel e Palestina, ela comentou durante uma intrevista.  Como no detalhe da foto acima, titulado The Wall, 2009 (A parede) ela mostra a famosa parede dessa instável área do Oriente Médio.  

Fiquei surpresa quando li artigos sobre a abertura dessa mostra e de que vários críticos não gostam dela. Eu gostei bastante – achei seu trabalho profundo e significativo, revelando temas atuais sem apelação para a ironia, característica típica dessa nossa era pós-modernista.

A exposição Against the Wall (Contra a Parede) encerrará no dia 24 de abril e está na galeria David Zwirner no Chelsea.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1304/10

Central Park na Primavera

Central Park Spring

http://www.youtube.com/watch?v=c5Y6QZGqC8Y

http://www.youtube.com/watch?v=JVJ0nOmDNe0

Está realmente lindo! Não perca.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0804/10

Performance Art in Williamsburg, Brooklyn

If you are in Williamsburgh Friday night, come see us:

WILLIAMSBURG, BROOKLYN: The Northside Town Hall Community and Cultural Center presents the first in a series of Friday evening performances held once a month from April through August.  Starting at 6pm on Friday, community, activism and artists come together to breathe life into the vacant Engine 212 Firehouse, creating an evening in the spirit of the art happenings and ad-hoc events/exhibition of the old Williamsburg days.  

BurningIssue

Vera Angelico & Zahava Rozman will engage the passing public and attending audience in a performance art piece, asking “What’s Your Burning Issue?” with the intention of creating a sacred space where visitors can freely and openly express themselves in a community of supportive listeners. This first Arts Happening event will initiate the process of renovating the building into an arts and community center.

All performances are free and take place from 6pm to 10pm at 134 Wythe Ave. btw. N. 8th and N. 9th Streets in Williamsburg, Brooklyn.

Por Vera Angelico | 1 comentário
0404/10

Escultor se multiplica pelos prédios de Madison Square

Antony GormleyAntonyGormley

A polícia tenta tranqüilizar nova iorquinos que figuras em tamanho natural colocadas em cima dos prédios do Madison Square Park pelo escultor britânico Antony Gormley, não são pessoas pensando em se suicidar.  As esculturas de 1.8m de altura são feitas de ferro e fibra de vidro e do tamanho exato do artista.  Vinte e sete esculturas foram colocadas em telhados e parapeitos dos edifícios ao redor da área e quatro estão ao nível do chão em volta do parque.

Gormley disse: “Quero trabalhar com a cidade e as percepções das pessoas. Minha intenção é posicionar as esculturas tão próximas à borda dos edifícios quanto possível. Quero que as pessoas questionem a condição artística e a natureza de nosso ambiente construído. Numa era de consciência ambiental a pergunta: ‘Onde o ser humano se encaixa no atual esquema que vivemos? ’é importante para mim.

A instalação se chama Event Horizon (Horizonte dos Acontecimentos), Não sei se o artista teve intenção de relacionar seu trabalho com a noção cientifica do mesmo nome de seu projeto.

Event Horizon na teoria geral de relatividade diz que ao redor do buraco negro existe uma superfície imaginária chamada de horizonte dos acontecimentos, que delimita a região de não regresso, ou seja, se alguma coisa for em direção ao buraco negro e passar por esse limite já não poderá sair devido à atração gravitacional. (Fonte: http://www.astro.110mb.com/buracosnegros.html)

Então se assim for suas esculturas (= seus clones) seriam os buracos negros não deixando nada passar dessa superfície imaginária?! Então cuidado – não chegue muito perto.

Aqui nos EUA o artista não é muito conhecido, mas me parece que na Inglaterra ele é bem famoso. Na realidade, achei essa instalação um caso de egocêntrico ao máximo – ele criou 31 clones e os espalhou pela cidade. Acho que alguém para fazer isso TEM QUE ter uma “auto-estima” muito grande. Em todo caso, minha opinião. Me mande a sua…

Infelizmente no meu youtube não dá para ver bem as esculturas, mas se você passar pelo parque dê uma procurada e veja quantos “antonys” consegue achar.

Por Vera Angelico | 0 comentários
3103/10

Snohetta: somente para os aficionados

Snohetta

Se você é realmente um entusiasta com relação a arquitetura, então sem dúvida que você precisa ir dar uma olhada na exposição da Snohetta. Uma das firmas de arquitetura mais famosas do momento, Snohetta está com uma exposição de seus trabalhos na Park Avemue na Scandinavian House: The Nordic Center in America.

Snohetta ficou famosa quando ganhou o concurso para reconstruir a célebre Biblioteca em Alexandria, Egito , que dizem ser a biblioteca mais antiga do mundo criada no século III a.C. É claro que depois de fazer um projeto tão importante sua notoriedade só poderia crescer. A mostra inclui filmes, fotografias, desenhos, modelos, e dispositivos interativos. Muito bem feita por sinal.

Os projetos de Snhetta são caracterizados por um relacionamento simbiótico entre contexto e paisagem e procuram trazer uma harmonia entre edifícios e seus arredores, tanto cultural quanto ambiental. Os trabalhos são todos feitos com uma ampla preocupação ecológica.

Atualmente, estão com vários projetos no Oriente Médio, e é interessante ver o trabalho que propuseram para essa área com clima tão difícil.

A exibição encerra no dia 24 de abril.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2103/10

Marina Abramovic está presente no MoMA

Marina Abramovic

O MoMA está com uma performance art fascinante: Marina Abramovi?: The Artist Is Present. A conhecida artista plástica Marina Abramovic, de 63 anos nascida em Belgrado, é a grande apresentadora onde a audiência é parte fundamental no ato. Sem a platéia a manifestação artística não é valida – o observador precisa estar presente. A intenção é de provocar o público – a experiência é o único elemento verdadeiro.

Desde o começo de 1970, Marina renovou o uso da performance art como uma forma visual de arte. O corpo sempre serviu como seu assunto e veículo, e os parâmetros de seus primeiros trabalhos foram determinados por sua resistência. Explorar os limites físicos e mentais do ser, resistir dor, exaustão, e enfrentar os perigos no processo para obter alguma forma de transformação.  Seus trabalhos em geral examinam a possibilidade de refazer e conservar uma forma de arte que é, por sua própria natureza, efêmero. Por essa razão, por principio, o trabalho não é reproduzido e somente pode ser evidenciado sem intenção de fins lucrativos. No entanto Marina achou uma forma de torná-lo lucrativo. Por que não?

Marina está com uma retrospectiva no MoMA sua retrospectiva está ocupando o sexto andar com trabalhos que fez no passado e no átrio, o imenso hall de entrada no segundo andar está com uma performance realizada pela primeira vez em sua carreira. Na realidade uma excelente ocupação de um espaço que considero a grande falha da renovação que aconteceu há cinco anos, pois é um espaço quase que inútil do museu. Ali ela está sentada numa mesa e quem quiser pode sentar-se à sua frente e manter o olhar fixo com a artista por quanto tempo quiser! E ela não se move durante o tempo todo. Outro dia uma pessoa ficou sentada do outro lado com ela por 7 horas! Imagine só…

Essa performance acontecerá durante toda a duração da exposição, começando antes do museu abrir todo dia e continuando até depois que fecha até o dia 31 de maio.

Por Vera Angelico | 0 comentários
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