Arte e Arquitetura em NY
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Na categoria Arte

2607/09

New Museum: um novo museu no Bowery

New Museum

O New Museum é situado no Bowery, uma das mais antigas avenidas na ilha de Manhattan. O Bowery foi até recentemente uma interseção geográfica e cultural muito importante, onde as gerações de artistas viveram, trabalharam, e contribuíram ao diálogo cultural da cidade. Esse novo museu é projeto da firma de arquitetura japonesa SANAA . O prédio na realidade são seis caixas retangulares empilhadas, mas não estão alinhadas uma com a outra. As superfícies do edifício são feitas de uma malha de alumínio realçando os volumes dos cubos e dando um movimento visual animado com a variação de luz durante o dia.  

O programa pedia para espaços flexíveis internos e abertos com galeria de alturas diferentes e isso teve que ser acomodado dentro de um terreno apertado de somente 21 metros de largura por 36 metros de fundo. Daí a razão dos retângulos não se encaixarem. O desnível dos retângulos permite luz e ar penetrarem na galeria sem ser um empecilho para as obras de arte.  

A irregularidade dos cubos criou um espaço interno interessante e conseqüentemente as galerias são flexíveis e permitem uma apresentação excelente para uma diversidade de tamanhos de objetos de arte. Por outro lado, a edificação é mais um produto da atual mentalidade pós-modernista , onde a preocupação está na superfície e desprovida de uma maior reflexão, como o impacto dessa estrutura em seu meio ambiente.  

As exposições que o New Museum apresenta em geral são bem arrojadas, e com a intenção de trazer um espírito inovador a seu público.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2407/09

Arte no Central Park

The Ego and the Id

Você deve ter ido ao Central Park um desses dias não? Então você deve ter visto duas esculturas enormes de quase 6 metros de altura. Uma é cor de rosa, que lembra maria mole de festa de aniversário de criança, e a outra multicolorida. “The Ego and the Id,” como são chamadas, é de autoria do artista vienense Franz West. As esculturas foram patrocinadas por Public Art Fund, uma fundação que ajuda a divulgar trabalhos artísticos em lugares públicos.

As peças são feitas de alumínio e dão voltas formando curvas e criando banquinhos num convite para os pedestres se sentarem e assim interagirem diretamente com a arte. De acordo com West, o trabalho só é legitimado quando a audiência interage com a obra de arte.

O Ego e o Id ficarão por lá até março de 2010.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2307/09

Bacon e Afeganistão no MET

Francis Bacon by libbyrosof

Francis Bacon é um daqueles artistas que ou você ama ou detesta. Com 130 trabalhos o  Metropolitan Museum of Art celebra o centenário de seu nascimento com a retrospectiva “Francis Bacon: A Centenary Retrospective.“

Por mais de 50 anos, Bacon trabalhou veementemente todos os dias — e está evidente nessa coleção. Um autodidata, ele expressou o satírico horrorizando seus contemporâneos, em suas obras com seu estilo alucinatório. Suas telas evocam um sentimento violento, ou mesmo opressivo onde o artista parece tentar resolver seus fantasmas internos por meio de suas pinturas. Sem dúvida, não deve ter sido fácil ser homossexual nas décadas de 1950 e 1960, e de certa forma ele mantém o estereótipo do homossexual problemático em relacionamentos repletos de drama e tumulto.  Bacon foi fortemente influenciado por Velásquez como em suas pinturas do papa Head VI (1949), e Picasso, Study for Croaching Nude(1952), obviamente retratos de seus amantes. Mesmo se você não gostar desse pintor vale a pena dar um pulinho até lá. As pinturas estão muito bem situadas e como sempre tem algo a mais para se ver por lá.

Pois é, enquanto você estiver por lá, veja a exposição do Afeganistão. “Afghanistan: Hidden Treasures from the National Museum, Kabul,” está simplesmente maravilhosa – uma oportunidade única de ver tantas peças preciosas juntas. A maioria dos objetos está sendo visto pela primeira vez nos Estados Unidos e datam de mais de 4000 anos atrás. Esses artefatos pertencem ao Museu Nacional de Afeganistão, Cabul, cujo lema é “Uma nação permanece viva enquanto sua cultura permanecer viva”.

Em 1978, quando os arqueólogos desenterraram túmulos nas planícies do Afeganistão, eles descobriram um tesouro extraordinário de mais de 22, 000 peças de ouro que haviam sido selados por mais de 2000 mil anos. Dentro de meses desta descoberta, o país entrou em guerra, e como por milagre depois de vários anos, o Afeganistão surpreendeu o mundo anunciando que os itens inestimáveis tinham sido localizados no cofre presidencial de banco de palácio em Cabul. Tinham sido salvados, junto com outras obras-primas do Museu Nacional, Cabul, e protegido por um grupo de heróis afegãs que ficaram conhecidos como “os possuidores das chaves.”

Essa exibição tem 228 artefatos extraordinários que atestam à importância da região como um cruzamento importante na antiga via comercial conhecida como a Rota da Seda, que ia desde a Ásia ao Mediterrâneo.  A mostra, que começou sua excursão dos EUA na Galeria Nacional da Arte em Washington, DC, explora a importância cultural dos tesouros e ilustra a história de sua descoberta, escavação, e o ato heróico de alguns afegãs.

E não se esqueça — o MET é um dos museus que você paga quanto quiser facilitando sua visita.

A exibição do Francis Bacon irá até o dia 16 de setembro e do Afeganistão até dia 20 de setembro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2207/09

Whitney: para quem gosta de arte conceitual

whitney museum by mishmoshimoshiWhitney Museum

dangraham by Upsilon Andromedae

Muitos são os museus para se visitar nessa cidade e o Whitney Museum of American Art é sem dúvida um dos mais importantes.  O Whitney é um museu contemporâneo, o que quer dizer que suas exibições são sempre mais arrojadas do que o Metropolitan ou mesmo o MoMA. Projetado pelo arquiteto húngaro Marcel Breuer o museu parece uma jóia na chique área da Madison Avenue.

Basicamente, em poucas palavras, a arte conceitual é um tipo de expressão artística onde a idéia prevalece sobre a forma. Um dos mais famosos artista conceitual foi of francês Marcel Duchamp. O americano Sol LeWitt, também foi um artista conceitual renomado, e a definiu como:

Em arte conceptual, a idéia ou conceito é o aspecto mais importante da obra. Quando um artista usa uma forma conceptual de arte, significa que todo o planejamento e decisões são tomadas antecipadamente, sendo a execução um assunto secundário. A ideia torna-se a máquina que origina a arte.

Atualmente a exibição do artista conceitual americano conceitual dos anos 60 Dan Graham – “Dan Graham: Beyond,” é uma excelente oportunidade para entender um pouco melhor esse tipo de arte cerebral.  Dan Graham nasceu em 1942, e seu trabalho abrange desde filmes, vídeos, instalações, até arquitetura. Dan fez parte do grupo de artistas conceituais e Minimalistas, incluindo Donald Judd, and Robert Smithson. Ele rejeitou as normas impostas do movimento moderno da época  e foi influenciado pela obra de Jean-Paul Sartre, Herbert Marcuse, Gregory Bateson, and Margaret Mead. Sua maior preocupação foi a de dar transparência a vida particular de cada um de nós e trazê-la ao nível público dentro de um contexto social — evidente em sua série de pavilhões espelhados. Seu trabalho possui um conteúdo psicológico bem marcante onde a “audiência trabalha como um superego,” ele diz. Numa entrevista para sua vernissage, Dan descreve; “Amo revistas porque são como canções pop,facilmente descartáveis, lidando somente com prazeres momentâneos.”   

O show de Dan Graham irá até dia 11 de outubro.

Estando ainda no Whitney dê uma olhada no vídeo Play Pause de Sadie Benning no primeiro andar que estará no museu até dia 20 de setembro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2107/09

Alice Tully Hall no New York Lincoln Center

Alice Tully Hall 

 Alice Tully Hall 

A renovação do Alice Tully Hall no Lincoln Center que fica entre Columbus e Amsterdam Avenue e vai da 60th até a 66th Street no lado oeste da cidade, é o primeiro de uma série de melhorias que está programada para ser completada até o começo de 2011. O Lincoln Center foi planejado pelo arquiteto Wallace Harrison na década de 60 uma época de grande renovação urbana em Nova Iorque sob a administração do polêmico Robert Moses.

Alice Tully foi projetado pela firma dos famosos arquitetos Diller Scofidio + Renfro (DS+F) que também é responsável pela revitalização do parque High Line em Chelsea que foi publicado no sábado passado nesse blog. O antigo Alice Tully Hall foi projetado pelo arquiteto Pietro Belluschi e inaugurado em 1969 onde está a afamada escola de música chamada Julliard School.

DS+R num gesto arrojado cortou o canto do prédio antigo para revelar seu interior aumentando o lobby de 700 pés quadrados (aproximadamente 67 metros quadrados) a mais de 6000 pés quadrados (557 metros quadrados) com um lugar bastante agradável para tomar café e está aberto o dia todo.

Uma série de degraus foi colocado na entrada que possibilita a oportunidade para pedestres sentarem e aproveitarem a vista desse lugar e até para ensaios dos estudantes da escola de música.

Por outro lado, alguns críticos de música que com freqüência vão aos concertos oferecidos pelo Alice Tully Hall estão muito decepcionados com a qualidade do som onde a acústica é péssima, dizem. Por outro lado, esses mesmos críticos concordam que a escolha de materiais de construção para o espaço foi uma excelente escolha, tornando o lugar visualmente mais agradável.  

Estou ansiosa para ver como essa dupla de arquitetos, ou melhor, trio de arquitetos, irá resolver o restante desse tão antecipado e enorme projeto. Dê um pulinho até para dar uma olhada, ou melhor, ouvir um concerto e daí me conte.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2007/09

Um pequeno oásis perto de NY:Governors Island

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Plot/09: This World & Nearer Ones é o nome de uma exibição na Governors Island, uma ilhazinha que fica menos de 1 km de Nova Iorque na ponta sul de Manhattan.  “This World & Nearer Ones” é o titulo de um livro de Brian Wilson Aldiss escrito em 1979. Sem dúvida isso não significa nada para nós, mas explica a razão do estranho titulo da mostra.

Os 19 artistas apresentando foram patrocinados por Creative Time , uma organização fundada em 1974 e encarregada de produzir e apresentar artistas experimentando com novos meios e formas de expressão. Esses trabalhos foram feitos especialmente para Governors Island.

Por quase dois séculos, Governors Island foi uma base militar e acesso ao publico foi proibido em 1996. Em 2003, foi transferida ao Estado de Nova Iorque pelo valor de $1. (um dólar) e daí aberta ao público, na condição que fosse usada para benefício de todos. Fato curioso: o famoso encontro em 1988 entre o presidente americano Ronald Reagan e o líder soviético Mikhail Gorbachev foi nessa ilha.

Com uma combinação de instalações, e vídeos, cinco casas foram abertas ao público introduzindo uma arte que questiona crenças e o futuro – e tudo isso pode ser contemplado andando de bicicleta na ilha de 172 acres (69 hectares). Algumas instalações são melhores do que outras (como em geral), mas sem dúvida se você tiver um tempinho extra não perca essa oportunidade de visitar a ilha que com essa  exposição abriu muitas de suas edificações que em geral se mantém fechadas.

Vários dos trabalhos apresentados negociam explicitamente com o passado militar da ilha, examinando seu papel histórico. Uma instalação chamada “Large Dark Wind Chime (Tritone Westy)” do artista Klaus Weber, é meu preferido (veja foto acima). O objeto está pendurado numa árvore e tem 4,3 metros de altura e foi feito de alumínio. De acordo com informação dada sobre essa instalação, os sinos (esqueci do nome em português desses sininhos que tocam quando o vento bate!) tocam em três tons dando um efeito dissonante e melancólico. Esse som era considerado perigoso na Idade Média, pois acreditavam que despertasse o demônio e provocassem desejos sexuais nos ouvintes. Esse trabalho está situado entre os edifícios Vitorianos, e canhões decorativos do local lembrando-nos de uma era de incerteza, de guerras globais, recessão econômica e das batalhas internas entre o bom e o mal.

A ilha com sua proibição de automóveis, uma abundante vegetação, e seu isolamento da cidade, lhe dão uma aura especial. Um lugar excelente se você estiver com crianças, para andar de bicicletas, fazer um picnic e sair um pouco dessa agitação de Nova Iorque. E tudo isso com uma excelente vista da estátua da Liberdade. E não é difícil chegar lá – é só pegar o barco que sai na área do distrito financeiro no Battery Maritime Building.

A ilha está aberta ao púbico às 6a. feiras das 11 até as 16 horas e sábado e domingo das 12 até as 16 horas.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1707/09

High Line

High Line

High Line

High Line em Chelsea do lado oeste no Meatpacking District é o parque mais recente na cidade e inaugurou sua primeira etapa no mês passado. O parque atualmente está aberto entre a Gansevoort Street até a 20th Street. Dentro de alguns meses o parque será aberto em sua total extensão até a 30th Street. O projeto é de Diller Scofidio + Renfro, um dos mais badalados arquitetos do momento.

O High Line foi construído por volta de 1930, como parte de um projeto de infra-estrutura público com a intenção de melhorar a parte oeste de Nova Iorque que estava na época em condições precárias. Para isso, foi feito uma linha de trem acima do solo para cargas pesadas e aliviando dessa forma o enorme número de atropelamentos na região. O tráfico de trem parou em 1980 e desde então a linha estava abandonada. Em 1999 um grupo foi formado para preservar a estrutura histórica que estava sob ameaça de demolição. 

E o parque está também apresentando um trabalho feito pela artista Spencer Finch, com o titulo de The River That Flows Both Ways. O título deste trabalho vem da palavra indígena americana do Hudson River, Muhheakantuck. Este trabalho está localizado na High Line no espaço onde atravessa o edifício de Chelsea Market. Finch transforma o local com 700 painéis de vidro representando as condições de água do Hudson River sobre um único dia. Para criar o projeto, a artista fotografou o Hudson River 700 vezes do convés de um barco e cada imagem foi então cuidadosamente transferida a um painel.

O parque está rodeado de apartamentos projetados por arquitetos famosos. Na foto acima o High Line passa bem no meio de um hotel que está bem popular chamado The Standard Hotel. Mais para frente você poderá ver um projeto de Frank Gehry já pronto e mais dois em construção — um do francês Jean Nouvel e outro do japonês Shigeru Ban. Com isso tudo essa área está agora uma das mais badaladas da cidade com muitos restaurantes e barzinhos.

Com toda essa festa com a abertura do parque, o projeto do High Line tem sido atacado por grupos ecológicos por ter usado madeira ipê para os bancos públicos, e as arquibancadas. Parece que o problema é que os fabricantes de ipê brasileiros estão sendo acusados de cortar a madeira ilegalmente que eram provenientes de reservas e, portanto deveria ser preservada. Eu não acredito nessas acusações… imagine o Brasil fazendo uma coisa dessas! Que absurdo né?

O High Line está aberto ao público todos os dias das sete até as 22 horas.

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1607/09

James Ensor no MoMA

james ensor

James Ensor

O crítico do New York Times começa seu artigo sobre James Ensor questionando se ele era um avant-gardist ou simplesmente um louco que morou sua vida inteira numa cidade pequeninha na Bélgica. Na realidade, muitos se perguntam da qualidade nas obras de James Ensor. Por outro lado, muitos estudiosos de arte moderna o consideram um dos percussores do movimento modernista.

Para esse show o Museum of Modern Art (MoMA) está apresentando seu trabalho feito quando Ensor ainda era bem jovem, entre 20 e 35 anos. Nascido na cidade de Ostend em 1860 sua  vida foi sempre cercada de incertezas. Passou a maior parte de sua vida no sótão da casa de sua mãe onde sua família tinha uma loja onde vendiam de tudo – objetos de cerâmica, máscaras e antiguidades.

Provavelmente como eu, muitos já ouviram falar dele, mas poucos o conhecem. Ensor conhecido como o pintor de máscaras, recusou-se em se aderir aos estilos de pintura da época. Auto-retratos foi um de seus temas prediletos e o museu explora bem esse aspecto mostrando vários trabalhos onde o artista belga se retrata como Jesus, como mulher, e como esqueleto pintando em seu estúdio.

O MoMA o está celebrando com um excelente show para podermos nos informar melhor sobre esse artista ainda na obscuridade.

A exposição irá até dia 21 de setembro.

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1407/09

Dias & Riedweg

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O brasileiro Maurício Dias e o suíço Walter Riedweg, moram no Rio de Janeiro onde trabalham juntos desde 1993. Estão fazendo seu primeiro show nos EUA na galeria Americas Society localizada na Park Avenue com a 68th Street.

“Dias & Riedweg:…and it becomes something else,” é o nome dessa exibição que consiste de uma série de instalações com vídeos abordando assuntos políticos e sociais. Dias e Riedweg procuram grupos sociais que estão na periferia da sociedade e os envolve na criação de seu trabalho por meio de experiências interativas. Seu trabalho investiga como fatores psicológicos afetam a vida particular das pessoas e eventualmente na constituição do espaço público e vice-versa. A característica principal de seu trabalho é o envolvimento da audiência na criação e execução das instalações.

O que achei o mais interessante foi o intitulado Moving Truck, onde os artistas fizeram projeções de vídeo que são examinadas atrás de um caminhão móvel. Outro trabalho fascinante  é o Raimundos, Severinos, and Franciscos produzido em 1998. Durante pesquisa para esse vídeo que foi feito para a Bienal de São Paulo, ambos descobriram que a maioria dos zeladores dos prédios de São Paulo, são nordestinos e tem o mesmo nome. A partir daí eles criaram um vídeo onde 30 homens entram em ritmo diferente num quartinho e começam a fazer uma de suas rotinas quotidianas como tomando café, comendo, lendo, varendo o chão ou tirando uma soneca, como se estivessem só no espaço. Sem dúvida, um trabalho que vale a pena dar uma olhada.

A exposição irá até dia 1 de agosto e a galeria está aberta de 4a. feira à sábado das 12 até 18 horas.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1307/09

Michelangelo já era bom aos 12 anos!

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Acredite se quiser, mas Michelangelo já era bom aos 12 anos. Num show chamado “Michelangelo First Painting,” o Metropolitan Museum of Art  (MET) está exibindo uma de suas pinturas que foi feita em 1488 enquanto ele estava sob a tutela de Domenico Ghirlandaio em Florença. Alguns historiadores argumentam que essa obra tenha sido feita um pouco antes de data presumida o que coloca o artista até mais jovem do que antecipado. De qualquer forma, a pintura é baseada numa gravura feita por Martin Schongauer cuja obra também está pendurada ao lado da de Michelangelo no museu. O crítico de arte do jornal New York Times comentou que o grande mestre não somente copiou a gravura, mas introduziu o renascimento naturalista combinado com a fantasia do gótico com essa obra. Depois dessa como é que você vai deixar de dar um pulinho até lá?

Foi dito que Michelangelo somente fez quarto pinturas partindo daí para a escultura. Assim sendo, a relevância de um exemplar em território americano é bastante significativo.

E enquanto você estiver por lá…

Pois é… o MET não tem jeito! Outra excelente exibição no museu é o “Pen and Parchment: Drawing in the Middle Ages” sobre desenhos medievais.  Sempre soubemos que na época medieval o analfabetismo era predominante. Assim sendo, a escrita era privilégio dos monges que eram responsáveis pelos grandes volumes que até hoje ainda sobrevivem. O que é surpresa para muitos é que eles também sabiam desenhar – e muito bem. Historiadores dizem que na idade média não era hábito de se desenhar os magníficos projetos arquitetônicos da época como fazemos hoje – os chamados desenhos de planta, e elevações. Well… essa exposição desmitifica esse mito. Tem um lindo desenho nesse show mostrando a fachada da Strasburg Cathedral de 1280 e revelando a grande habilidade que os monges tinham em desenhar. 

Com apenas aproximadamente 50 desenhos que na maioria nunca foram expostos, essas obras abrangem quase cinco séculos. E de acordo com alguns críticos um show no qual fará você esfregar seus olhos duas vezes e se beliscar para ver se você não esta sonhando, de tão bom que está.

A exposição de “Michelangelo First Painting” vai até dia 7 de setembro e o “Pen and Parchment: Drawing in the Middle Ages” até dia 3 de agosto.

Por Vera Angelico | 0 comentários
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