Arte e Arquitetura em NY
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1208/09

Morgan Library mostrando manuscritos

The Morgan Library Museum

Morgan Library

Sei que são tantos os museus por essa cidade, mas se você já foi ver a maioria deles, ou se você estiver por volta da Madison Street com a 36th Street não deixe de dar um pulinho na The Morgan Library Museum .

A Morgan Library (anteriormente Piermont Morgan Library) é um museu e biblioteca de pesquisa. Foi fundada para abrigar a biblioteca particular de J. P. O Morgan em 1906, que incluiu, além de manuscritos e livros, uma vasta coleção de gravuras e desenhos. A biblioteca foi projetada por Charles McKim da firma de McKim, Mead and White e custou $1,2 milhões quando foi construída. Uma pequena fortuna.

Desde sua construção, a biblioteca passou por várias reformas. A última foi pelo arquiteto italiano Renzo Piano em 2006. Com essa recente expansão, o arquiteto dobrou o espaço para exibições e criou uma entrada com características definitivas que o museu não possuía.  Durante sua visita você terá oportunidade de ver a sala de estudo onde Piermont Morgan recebia visitantes, amigos e passava a maior parte de seu tempo lendo e escrevendo cartas. Muito estranho – dá até para sentir sua presença sentado na frente da lareira fumando cachimbo.

Em especial não perca duas das exposições que estão apresentando — Pages of Gold: Medieval Illuminations from the Morgan e Creating the Modern Stage:Designs for Theater and Opera. Na realidade eu fui curiosa para ver a exposição dos manuscritos da época medieval e da renascença, mas achei a de design sobre teatro fascinante. Acho que é porque eu tenho uma paixão secreta de um dia fazer um projetar para uma peça – cenógrafo não é? Talvez um dia…

De qualquer forma, na exposição dos livros antigos o auge foi ver uma bíblia da Inglaterra e umas das poucas que sobreviveram desde sua criação por volta de 1300. É simplesmente maravilhosa e super bem cuidada – parece até que foi feita ontem. Bem, talvez não ontem, mas no mês passado.

Pages of Gold: Medieval Illuminations estará por lá até dia 13 de setembro e a Creating the Modern Stage: Designs for Theater and Opera até dia 16 de agosto.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1108/09

1,001 utilizações para feltro no Cooper-Hewitt

Cooper-Hewitt

Cooper-Hewitt

Cooper Hewitt, Nation Design Museum que fica na 91st Street com a 5a Avenida, está com duas exibições muito atraentes: Design for a Living World e outra chamada Fashioning Felt. Quem é que diria que o feltro pode ser usado de tantas formas diferentes? Como eles dizem por aqui…. AMAZING!

Na realidade, digo que as duas mostras são atraentes pois são ambas informativas e a casa onde se aloja o museu, apesar de estar sob reformas, é um excelente exemplo de arquitetura do final de 1800 em Nova York. Imagine como deve ter sido totalmente isolada do resto da cidade quando foi construída. E outra coisa — tem um jardim enorme onde se pode sentar e tomar um cafèzinho. O espaço relativamente aberto permitiu que um jardim particular fosse contruído – um dos únicos em Manhattan – e ainda hoje um belíssimo oásis de frente ao Central Park.

O terreno foi comprado em 1898 pelo magnata Andrew Carnegie. Andrew pediu a seu arquiteto que sua casa fosse a “mais modesta, e a mais espaçosa de Nova York.” A mansão de sessenta quartos foi construída entre 1899 e 1902 no estilo georgiano, típico da época. Foi a primeira residência em Nova York a ter elevador e aquecimento central. Sua esposa viveu na casa até sua morte em 1946.

A exibição Design for a Living World estará aberta até dia 7 de setembro. No entanto, a Fashioning Felt ficará aberta até dia 4 de janeiro de 2010.

Por Vera Angelico | 0 comentários
1008/09

Guggenheim celebra cinqüenta anos!

Guggenheim Museum

Guggenheim Museum

Frank Lloyd Wright: from Within Outward – de dentro para fora (não é o avesso?) é o nome da exposição no Solomon R. Guggenheim Museum do famoso arquiteto americano Frank Lloyd Wright. O museu foi recentemente renovado e agora está celebrando 50 anos. Não é todo dia que se celebra 50 anos de museu! Do jeito que as coisas estão hoje com a economia aqui nos EUA, cinqüentão é digno de grande comemoração, mesmo! E eles estão festejando para valer. A exibição está maravilhosamente bem situada na belíssima rampa do Guggenheim.

Em 1959 quando o Solomon R. Guggenheim Museum foi aberto na 5ª avenida, o escritor Norman Miller disse que o museu havia destruído a vizinhança, e artistas proeminentes da época assinaram um petição contra ele. “Alguém disse que o museu parecia uma máquina que lavar roupa,” o arquiteto disse.  Frank tinha uma grande auto-estima e nada o tirava do sério, muito menos perante tal hostilidade. Hoje, turistas vêm de ao redor do mundo ver o museu e tornou-se um ícone de Nova York. No entanto, ele não conseguiu ver sua obra prima acabada, pois morreu seis meses antes da finalização do Guggenheim.

Mais do que nunca, com vários de seus projetos, Frank em seus setenta e dois anos de carreira quebrou as regras estabelecidas em arquitetura existentes há muitos séculos. Com o projeto desse museu ele rompeu com os padrões da época de que os prédios na 5ª avenida deveriam ser todos retangulares ou quadrados, e que os edifícios deveriam ter um andar térreo, o primeiro andar e assim por diante.   

Frank acreditava veemente de que a função e a forma do projeto eram inseparáveis, o que foi uma das grandes características do modernismo. Seu trabalho no começo de 1900 possuía fortes características de uma arquitetura orgânica na qual ele tentava trazer a natureza para dentro do espaço criado. Seu trabalho de inicio de carreira em minha opinião onde Frank realmente mostrou uma grande criatividade. Seu prédio para a Larkin Company Administration Building, em Búfalo, Nova York em 1902 e o Unity Temple em Oak Park, Illinois, em 1905, são realmente obras primas e revelam seu gênio artístico. Seus projetos do final de 1940 e 1950 perdem aquele espírito inovador e criativo revelado nos anos anteriores.

Estava vendo a mostra com um amigo arquiteto que adora o arquiteto. Ele olhou para um desenho exposto e disse: “É como estar vendo um desenho em pessoa do Leonardo da Vinci – a mesma emoção!” Tá bom. Eu concordo que o Frankie era um arquiteto de muito talento e coisa e tal, mas compará-lo com Leonardo? Acho um pouquinho forçado, mas em todo caso… .

Vá logo, pois a exibição ficará só até o dia 23 de agosto.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0708/09

Os Gêmeos são formidáveis!

Os Gemeos

Os Gemeos

Os Gemeos

Os Gêmeos atacam novamente e agora no lado leste da ilha de Manhattan. E é na mesma parede na Houston Street onde o famoso  Keith Harring pintou ilegalmente seu mural em julho de 1982.  Nos anos 80 aquela área da cidade era perigosa e rodeada de terrenos e prédios abandonados, muito diferente da situação atual.  

Os irmãos paulista, Otavio e Gustavo Pandolfo, estão renovando e mostrando para os gringos a criatividade do grafite brasileiro. O paredão mede um pouco mais de 5 metros de altura e 15,6 metros de largura, e foi dedicado a Dash Snow, um artista de grafite que morreu no mês passado.

Já está na hora de começarmos a dar mais valor ao nosso patrimônio.

Olhem que lindo o que eles disseram durante uma entrevista quando perguntaram o que os motiva a fazer seu trabalho:

O ODIO E O AMOR, VIVER EM UM PAIZ ONDE VOCE TEM QUE SOBREVIVER ONDE VOCE APRENDE A DAR VALOR NAS PEQUENAS COISAS, DESDE UMA LATA DE TINTA ENCONTRADA NO LIXO A UM SIMPLES OLHAR DE UMA CRIANÇA PEDINDO DINHEIRO NO FAROL, VIVER NUM PAIS ONDE O GOVERNO NAO TA NEM AI COM VOCE, UM PAIZ QUE NAO EXISTE LEIS, ONDE AS PESSOAS GANHAM SALARIOS DE MIZERIA E ESTAO SEMPRE SORRINDO, DE ACORDAR AS VEZEZ E VER QUE TUDO NAO PASSOU DE UM SONHO. A IDOLATRIA, A DESUNIAO, A VAIDADE, O EGO, A INVEJA, AS PESSOAS QUE PRECISAM DAS OUTRAS PRA SER ALGUEM, AS PESSOAS QUE USAM AS OUTRAS, O AMOR, TEMOS ORGULHO DE SER BRASILEIROS E PAULISTANOS, DE SABER QUE O QUE ACREDITAMOS EXISTE, DE ESCREVER PORTUGUES ERRADO, VIVER ALGUNS MOMENTOS QUE PARESSEM SER ETERNOS, DE SOLTAR BOMBINHAS NA RUA, DE FAZER FOGUEIRA NAS RUAS, DE CONTAR MENTIRA PRA POLICIA, SABER QUE NOSSA FAMILIA NOS AMA, FAZER AS COISAS AS VEZES SEM PENSAR, USAR ROLOS DE TINTA E LATEX , IR PINTAR NA RUA COM ROPA SUJA DE TINTA, SUBIR NA ESCADA SEM CAMISA, SER SULAMERICANO, USAR A CIDADE , DAS COISAS FEIAS, SABER QUE PODEMOS VOAR ENTRE AS NEBLINAS, E JOGAR BARQUINHOS DE PAPEIS NA ENXURRADA DA CHUVA…

Quando eu estava tirando fotos do mural, um cara parou do meu lado com seu skate board, olhou para mim e me explicou em inglês que o mural era um trabalho de dois brasileiros. Eu respondi a ele que sabia, e que eu também era do Brasil. Ele olhou para mim e começou a falar português, pois também era brasileiro! Trocamos um papinho rápido onde ele me disse que estava por aqui em NY por pouco tempo, pois “esse lugar é duro demais, e tudo muito caro.” Um momento breve no meio dessa caótica e maravilhosa cidade nós dois encontramos um elo de aproximação causada pel’Os Gêmeos! É isso ai, né gente?

O mural vai ficar lá até março de 2010.

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0608/09

Mannahatta passou a ser Manhattan

Museum of the City of New York

Mannahatta/Manhattan

A ilha de Manhattan tem uma história muito interessante. E o Museum of the City of New York, está contando essa narrativa em detalhes com a mostra Mannahatta/Manhattan: A Natural History of New York City. De acordo com os historiadores, quando Henry Hudson e sua pequena tripulação chegaram à ilha no dia 12 de setembro de 1609, eles estavam a procura de riquezas orientais. No lugar encontraram uma ilha com vegetação e fauna abundante. Deram-lhe o nome de “Mannahatta,” que quer dizer “ilha de muitas colinas.”  

A exposição está muito bem feita com vídeos, mapas, maquetes e quando você sair de lá, eu garanto que o seu passeado em Manhattan terá um significado diferente. Pelo menos, é o que aconteceu comigo – passei a ver Manhattan com uma maior compreensão.

O edifício que o museu ocupa é bem imponente e foi projetado pelo arquiteto Joseph J. Freedlander em estilo típico da época quando foi construído entre 1928 e 1930, chamado neo-georgiano.

A exposição estará aberta até dia 12 de outubro.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0508/09

AfterParty no PS 1

PS1

Afterparty

Já fostes ao P.S.1? Com sua entrada do MoMA você poderá ir ao P.S.1 de graça, mas tem que ser no mesmo dia.

P.S. 1 Contemporary Arts Center foi fundado em 1971 e é um das mais antigas instituições de arte contemporâneas sem fins lucrativos nos Estados Unidos. P.S.1 dedica sua energia e recursos a exibir o que é considerada a arte mais experimental no mundo – de verdade. Mostram trabalhos bem arrojados e as novas tendências emergentes no campo da arte. Desde 1976 ocupa o local onde era uma escola pública e daí a abreviação – P.S. ou public school. O prédio que por sinal é lindíssimo, foi construído no final de 1800 por arquiteto desconhecido. Desde 2000 P.S. 1 está afiliada ao MoMA. O que lhe deu uma maior credibilidade e uma situação econômica mais estável.  

Nos últimos dez anos, o MoMA e o  P.S. 1 Contemporary Arts Center fazem um concurso anual com a intenção de promover arquitetos que estão no início da profissão. O objetivo do projeto é trazer aos visitantes uma área ao ar livre recreativa para o verão – um refúgio para os verões quentes e abafados de NY e criando um ambiente urbano. Os arquitetos seguem um programa com um orçamento apertado, e são envolvidos em cada aspecto do projeto, desenvolvimento, e construção do projeto. O local é o grande pátio de entrada do P.S. 1 e todo fim de semana uma série popular de concertos de música é apresentado.   

Este ano que marca o décimo aniversário do programa, cinco finalistas foram selecionados e foi dado um orçamento para o projeto de $70.000. A firma de arquitetura MOS Architects com o tema Afterparty ( Depoisdafesta) foi a vencedora.

Esse é meu terceiro ano visitando esses projetos e acredito o Afterparty ser o pior de todos. Como sempre, fato nada incomum na atual condição que vivemos, os desenhos de apresentação são todos muito bonitos, mas a realidade é em geral muito diferente. Vejo isso com freqüência – lindos painéis mostrando uma arquitetura esplendorosa e magnífica e daí quando o prédio fica pronto, uma total decepção! Como o caso do The New York Times na 7th avenida. Farei um blog sobre ele logo, logo.

O projeto está totalmente desproporcional para o espaço e visualmente é pouco atraente. A intenção, de acordo com os arquitetos, era de criar uma representação de nossa atual condição econômica de crise. Oh well… vá até lá e daí me conte.

Em todo caso, é uma atração que apesar de tudo acho que vale a pena dar uma olhada. Nem se for só para ver a lindíssima estrutura que é o P.S. 1.

Por Vera Angelico | 0 comentários
0208/09

6 trabalhos, 6 salas e as mulheres de John Currin

Dan Flavin

Fred Sandback

John Currin

Se você é realmente um amante de arte, não pode deixar de ir até o Chelsea para dar uma olhada em algumas de suas 500 e pouco galerias. Outra coisa, preste atenção nos espaços lindos que foram criados para alojar essas galerias. Estruturas que eram usadas como armazéns, agora abrigam esses ambientes maravilhosos. É quase que inacreditável de pensar que o Chelsea há 30 aos atrás era um local muito perigoso.

Outro dia, fui até a galeria David Zwirner , 525 West 19th Street. A exibição chamada 6 Works, 6 Rooms, é exatamente como o título divulga – seis trabalhos em seis salas. Os artistas conceituais dos anos 60 e 70 são: Dan Flavin, On Kawara, Sol LeWitt, John McCracken, Fred Sandback, e Richard Serra. Essa exibição mostra onde os conceituais abandonaram a representação realista, reduzindo os componentes a formas básicas. A intenção é de interrogar e incluir o observador no espaço, e ao mesmo tempo revelar o processo de construção da obra.

Não muito longe da galeria na 19th Street, a Andrea Rosen Gallery, 525 West 24th Street, está com uma mostra de desenhos do americano John Currin — Works on Paper: A Fifteen Year Survey of Women. Seu trabalho constitui basicamente de mulheres onde ele exagera as formas anatômicas, particularmente, os seios.

Currin diz que está interessado em analisar como a atenção do observador pode ser consumida pela matéria apresentada. Como não prestar atenção no material apresentado quando a assunto é tão explicito? No entanto a habilidade técnica do Currin é reconhecida por todos sem hesitação.

“Nós intencionalmente escolhemos o período entre 1992 e 2003 porque representa a parte mais ativa na prática de desenho do artista,” diz a curadora da galeria. “Não é por um acaso que depois que 2003 Currin só autorizou três trabalhos em papel; ao redor de 2001 começou a utilizar imagens digitais.”

6 Works, 6 Rooms irá até dia 14 de agosto e a de John Currin até dia 21 de agosto.

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3107/09

Cooper Union quase pronto para o começo das aulas

The Cooper Union

The Cooper Union

The Cooper Union

 

Um novo prédio da renomada faculdade The Cooper Union está em sua fase final. Se você estiver por volta da East Village  ou do badalado St. Mark´s Square o prédio fica ali perto na 3rd Avenue com a 8th Street. Projeto de Thom Mayne da firma de Los Angeles Morphosis Architects,  o edifício combina as escolas de arte, arquitetura e engenharia. Que noção nova essa de combinar essas três disciplinas! Já estava na hora de começarmos a trazer um pouco de arte em tecnologia aqui nesse país. Muito diferente do Brasil, os americanos vêem arquitetura como uma disciplina científica e são poucos os que incorporam uma visão mais ampla e artística à profissão.

De acordo com o critico do New York Times, Nicolai Ouroussoff, a estrutura não é um edifício perfeito, “mas é o tipo de trabalho sério que nós não vemos suficientemente em Nova Iorque: uma declaração arquitetônica arrojada de um autêntico valor cívico.” E ele continua – “esse é um projeto que poderemos nos sentir orgulhosos.”

A frente do edifício é feita de uma malha de alumínio e no meio tem um grande corte vertical, como se a fachada tivesse sido rasgada. Não pude entrar para ver o espaço interior, pois ainda não está aberto ao público, mas os críticos estão dizendo que está muito bem concebido. Para estimular a comunicação entre os alunos, professores e os visitantes, os arquitetos desenharam um elevador que pára em andares alternados forçando o pessoal a andar de escadas. Bom não somente para uma maior interação, mas também para a manter a forma física não? Conceito interessante mas será que funcionará?

Por Vera Angelico | 0 comentários
2907/09

O Madison Park é uma delícia!

Jessica Stockholder

Como já disse antes, uma das  grandes vantagens de Nova Iorque são os parques que a cidade oferece.  Sem dúvida que os visitantes não têm muito tempo para ficar visitando parques com exceção é claro do Central Park.  Mas se você for visitar o Flatiron Building ou se estiver perto da 23rd Street com a 5th Avenue, não deixe de ir ver o Madison Square Park. Lá tem uma lanchonete chamada  Shake Shack (do mesmo dono do restaurante do MoMA) para comer um hambúrguer que os peritos dizem ser um dos melhores da área. E também o parque é muito gostoso para dar uma sentada e ver o mundo passar.

E se você for antes do dia 15 de agosto de uma olhada na instalação da artista Jessica Stockholder  chamado “Flooded Chambers Maid” do outro lado do parque perto da 22nd Street. A Jessica nasceu em Seattle, WA e atualmente mora em New Haven em Connecticut onde dá aula na Yale University. Ela usa muitos objetos do dia a dia com cores vibrantes e texturas fortes saindo do convencional, e em suas instalações ela usa metal, plástico, pedaços de móveis, carros, e às vezes até comida.

É claro que em questão de usar comida na obra de arte, não tem ninguém que faça isso melhor do que o sensacional artista plástico paulistano Vik Muniz. Mas em todo caso, acho que vale a pena dar uma checada na Jessica.

Prius Solar Flowers

E enquanto estiver por lá, no outro lado da rua, tem umas margaridas de plástico enormes que são uma graça! Lindas e abastecidas por energia solar, você pode recarregar seu celular, ou laptop nas flores descansando um pouco e tomando um solzinho.

As flores solares ficarão a disposição de todos até dia 2 de agosto.

Por Vera Angelico | 0 comentários
2707/09

Song Dong nos convida a não desperdiçar no MoMA

Song Dong

Waste Not

O artista chinês Song Dong conjuntamente com sua mãe, está apresentando uma exibição interessantíssima no MoMA. Eu detesto essa palavra – interessante – pois é o tipo da palavra que não diz nada. Mas para esse caso, é realmente o que essa mostra é – interessante. Aliás, usei o superlativo: interessantíssima. O que mais dizer?

A mãe de Song, Zhao Xiangyuan, passou uma vida acumulando tudo que comprava ou ganhava, e não conseguia se desvincular desses objetos. Então o artista resolveu fazer um projeto em colaboração com Zhao, usando o conteúdo completo da casa onde guardou tudo por mais de cinqüenta anos. Essa obsessão de conservar tudo e de não jogar nada fora, está  baseado no conceito chinês de yong  qi   jin  wu, ou “desperdício não,”  o que era uma forma de sobreviver na época da revolução chinesa. Os materiais montados variam de potes e bacias a cobertores, frascos de vidro, e bonecas sem pernas, formando como que uma paisagem urbana que observadores podem navegar à sua volta.

Nessa época que vivemos onde tudo é descartável, a idéia de passar uma vida acumulando coisas, é quase que incompreensível.

Song em seu trabalho que varia desde vídeos, filmes até esculturas, tenta explorar noções de transitoriedade e impermanência. A exposição foi colocada no 2º. andar do museu ocupando o grande espaço central que foi tão criticado na abertura do MoMA há vários anos atrás. Na realidade, o local selecionado foi uma excelente escolha para esse projeto. A leitura do projeto pode ser feita de forma linear e temos uma visão ampla de todos os objetos sob vários pontos de vista – desde o 6º. andar.

Por Vera Angelico | 0 comentários
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