Bacon e Afeganistão no MET
Francis Bacon é um daqueles artistas que ou você ama ou detesta. Com 130 trabalhos o Metropolitan Museum of Art celebra o centenário de seu nascimento com a retrospectiva “Francis Bacon: A Centenary Retrospective.“
Por mais de 50 anos, Bacon trabalhou veementemente todos os dias — e está evidente nessa coleção. Um autodidata, ele expressou o satírico horrorizando seus contemporâneos, em suas obras com seu estilo alucinatório. Suas telas evocam um sentimento violento, ou mesmo opressivo onde o artista parece tentar resolver seus fantasmas internos por meio de suas pinturas. Sem dúvida, não deve ter sido fácil ser homossexual nas décadas de 1950 e 1960, e de certa forma ele mantém o estereótipo do homossexual problemático em relacionamentos repletos de drama e tumulto. Bacon foi fortemente influenciado por Velásquez como em suas pinturas do papa Head VI (1949), e Picasso, Study for Croaching Nude(1952), obviamente retratos de seus amantes. Mesmo se você não gostar desse pintor vale a pena dar um pulinho até lá. As pinturas estão muito bem situadas e como sempre tem algo a mais para se ver por lá.
Pois é, enquanto você estiver por lá, veja a exposição do Afeganistão. “Afghanistan: Hidden Treasures from the National Museum, Kabul,” está simplesmente maravilhosa – uma oportunidade única de ver tantas peças preciosas juntas. A maioria dos objetos está sendo visto pela primeira vez nos Estados Unidos e datam de mais de 4000 anos atrás. Esses artefatos pertencem ao Museu Nacional de Afeganistão, Cabul, cujo lema é “Uma nação permanece viva enquanto sua cultura permanecer viva”.
Em 1978, quando os arqueólogos desenterraram túmulos nas planícies do Afeganistão, eles descobriram um tesouro extraordinário de mais de 22, 000 peças de ouro que haviam sido selados por mais de 2000 mil anos. Dentro de meses desta descoberta, o país entrou em guerra, e como por milagre depois de vários anos, o Afeganistão surpreendeu o mundo anunciando que os itens inestimáveis tinham sido localizados no cofre presidencial de banco de palácio em Cabul. Tinham sido salvados, junto com outras obras-primas do Museu Nacional, Cabul, e protegido por um grupo de heróis afegãs que ficaram conhecidos como “os possuidores das chaves.”
Essa exibição tem 228 artefatos extraordinários que atestam à importância da região como um cruzamento importante na antiga via comercial conhecida como a Rota da Seda, que ia desde a Ásia ao Mediterrâneo. A mostra, que começou sua excursão dos EUA na Galeria Nacional da Arte em Washington, DC, explora a importância cultural dos tesouros e ilustra a história de sua descoberta, escavação, e o ato heróico de alguns afegãs.
E não se esqueça — o MET é um dos museus que você paga quanto quiser facilitando sua visita.
A exibição do Francis Bacon irá até o dia 16 de setembro e do Afeganistão até dia 20 de setembro.



