Batendo o pé no Bryant Park
“Walk the Walk” é uma expressão popular em inglês que significa que você faz o que diz, ou melhor, você é consistente em sua palavra. Então a tradução fica difícil no caso dessa “performance” que está acontecendo no Bryan Park. Pois na realidade a tradução literal seria “Andar o Passeio,” o que soa estranhíssimo.
“Walk the Walk” é o trabalho da artista Kate Gilmore feito de um cubo de madeira pintado amarelo medindo aproximadamente 3 metros por 3 metros, onde sete mulheres vestidas também em amarelo — e quando está mais frio, malhas cor-de-rosa brilhantes — andam com passos decididos ao redor do topo do cubo numa altura de 2,5 metros.
Basicamente, o trabalho é a representação de uma típica interseção do centro de Manhattan — que por sinal é onipresente em toda região. O ato também tem um aspecto de som-arte: quando você está dentro do cubo dá para ouvir a percussão desses sete pares de pés ambulantes, em seus saltos de marfim (todas usam sapatos beges); pisar ocasional de pés que falam das frustrações urbanas.
A performance pode ser vista das 8:30 da manhã até 6:30 da tarde todos os dias, hora típica do trabalhador da ilha de Manhattan, procurando expor a energia urbana e frenética da cidade. Num zig-zag agitado, as sete mulheres chocam-se algumas vezes, para imediatamente recuperar o foco e determinação, e retomar seu passo.
A cor amarela, que faz o pedaço visível bem longe, também sugere a alegria antecipada dos funcionários dos escritórios ao redor, especialmente mulheres.
Só estará lá até o dia 14 de maio.



